O Ministério da Defesa turco anunciou segunda-feira que, se um minuto depois do final da trégua, ainda restar algum miliciano no terreno, “será abatido por uma operação militar”.

O Governo turco acusa as milícias curdas das Unidades de Proteção do Povo (YPG), que considera serem grupos terroristas e contra as quais lançou uma ofensiva em solo sírio em 09 de outubro, de terem violado o cessar-fogo por 36 vezes desde que este teve início na passada quinta-feira.

Na segunda-feira, o Presidente francês, Emmanuel Macron conversou telefonicamente com o homólogo russo, Vladimir Putin, transmitindo-lhe a “importância de prolongar o cessar-fogo” no nordeste da Síria e apelando a “uma saída da crise por meios diplomáticos”, segundo uma fonte da Presidência de França.

Putin reúne-se hoje com o Presidente da Turquia, Recep Erdogan, na cidade russa de Sochi, para discutir a situação na Síria e o futuro da região, no dia em que termina o período de cessar-fogo, destinado à saída das milícias curdas da zona de fronteira com a Turquia.

As autoridades turcas estimam que, no território sírio adjacente à fronteira turca entre o leste do rio Eufrates e a fronteira com o Iraque, com uma área de 30 quilómetros de largura e 480 de comprimento, e que Ancara aspira controlar, havia entre 10.000 e 15.000 combatentes das milícias curdas.

O Governo turco chama a atenção dos Estados Unidos, que até agora eram aliados dos curdos na luta contra o grupo ‘jihadista’ Estado islâmico, para o facto de parte do acordo de cessar-fogo incluir o desarmamento das milícias.

Ancara diz que os Estados Unidos ficaram responsáveis por “recuperar armas pesadas” e que estão a “coordenar esforços” com os norte-americanos para levar essa tarefa a cabo.

RJP // EL

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