A Convenção Nacional do Partido Democrata proclamou nesta terça-feira Hillary Clinton como sua candidata à presidência nas eleições de novembro nos Estados Unidos. A ex-secretária de Estado superou o número necessário de votos dos delegados para ser declarada candidata à presidência, tornando-se a primeira candidata à Casa Branca por um dos dois grandes partidos dos EUA.

No Twitter, Hillary Clinton assinalou o momento com apenas uma palavra: História.

A comunicação da nomeação foi assinalada com uma forte mensagem sobre a igualdade de género e a defesa do papel das mulheres na sociedade. Mas Clinton quis passar, sobretudo, uma mensagem inclusiva, numa clara contraposição às posições que têm vindo a ser assumidas pelo seu adversário republicano, Donald Trump: "Mulheres, homens. Jovens, velhos. Latinos, asiáticos, africanos, americanos, caucasianos. Ricos, pobres, classe média. Homossexuais, heterossexuais. Vocês estiveram do meu lado. E eu continuarei a estar do vosso lado."

Recordamos aqui alguns dos marcos do percurso daquela que se pode tornar a primeira mulher presidente dos Estados Unidos.

Primeira mulher:

“Se Hillary Clinton vencer, fará com que dois presidentes consecutivos não sejam homens brancos”, diz Jennifer Lawless, especialista sobre mulheres na política na American University. Ao assumir a sua função de pioneira, Hillary Clinton poderá maximizar a participação das mulheres democratas, e de alguns homens. “Precisamos de um toque feminino. Em minha casa quase que só há mulheres. Elas são melhores que nós. Tornaram-me melhor”, declarou o ator Ryan Gosling à revista Evening Star.

Curriculum:

Quando ainda se chamava Hillary Rodham, a jovem advogada estava já envolvida na causa das mulheres e das crianças, um compromisso credível e indefetível. Brilhante advogada, tornou-se de seguida a parceira política de Bill Clinton, antes de se lançar com o seu nome e tornar-se senadora (oito anos) e chefe da diplomacia (quatro anos). “Ninguém é mais competente que ela para se tornar presidente”, referia em fevereiro em Las Vegas uma admiradora, Linda Rosel.

Os escândalos:

A experiência é acompanhada por diversos casos e escândalos, mais ou menos manipulados pelos republicanos que desde a década de 1990 forjaram a imagem de uma mulher com amizades suspeitas e um frágil julgamento ético. Do caso da imobiliária Whitewater, de que os Clinton foram absolvidos, ao dos e-mails privados utilizados por Hillary Clinton no Departamento de Estado e que implicaram um inquérito do FBI, estes casos contribuíram para que se tornasse na candidata democrata mais impopular da história recente.

“Pagamos sempre um preço quando somos atacados por defendermos as nossas convicções”, considerou na terça-feira em declarações à MSNBC Bobby Mook, o diretor de campanha de Clinton.

Os talentos oratórios:

“Caso não tenham reparado, não sou naturalmente dotada para a política, como é o meu marido ou o Presidente Obama”, admitiu em março Hillary Clinton, hoje com 68 anos.

Os seus discursos são muitas vezes exaustivos e detalhados, mas cansativos. No entanto, diz o politólogo Norm Ornstein, os norte-americanos já elegeram um presidente com medíocres talentos oratórios, o general Dwight Eisenhower, em 1952.

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