A Turquia, enquanto membro da Aliança Atlântica, tem ameaçado vetar a entrada da Suécia e da Finlândia após acusar ambos os países de manterem ligações com o Partido dos Trabalhadores do Curdistão (PKK), com o qual está em guerra há várias décadas e que considera um “grupo terrorista”.

Em entrevista ao canal televisivo finlandês Yle, Pekka Haavisto disse que o seu país continuará em conversações com a Turquia, mas que os prazos dilataram consideravelmente.

Contudo, revelou-se otimista sobre a resolução do diferendo entre os dois países, uma vez que Helsínquia pode garantir a Ancara que as ligações com o PKK serão supervisionadas com muito mais cuidado, conforme solicitado pelo Presidente turco, Recep Tayyip Erdogan.

“É claro que podemos dar essas garantias à Turquia. Como o PKK é considerado uma organização terrorista na Europa, é importante prevenir atividades terroristas também na Finlândia. É importante darmos a nossa contribuição”, afirmou Pekka Haavisto.

A Finlândia não pode extraditar membros do PKK ou pessoas presumivelmente ligadas à organização na Turquia se concluir que a decisão vai contra o Estado de Direito.

“As decisões políticas não podem afetar o funcionamento do sistema judicial”, sublinhou o ministro dos Negócios Estrangeiros.

A Finlândia e a Suécia entregaram na quarta-feira os pedidos de adesão à NATO.

A intenção de adesão à NATO foi manifestada por Estocolmo e Helsínquia desde o agravamento da segurança causada pela guerra na Ucrânia, iniciada com a invasão russa em 24 de fevereiro.

Porque o seu tempo é precioso.

Subscreva a newsletter do SAPO 24.

Porque as notícias não escolhem hora.

Ative as notificações do SAPO 24.

Saiba sempre do que se fala.

Siga o SAPO 24 nas redes sociais. Use a #SAPO24 nas suas publicações.