Benoît Hamon saudau também a oportunidade de disputar com Manuel Valls a segunda volta.

“Colocando-me na liderança, enviaram-me uma clara mensagem de esperança e renovação”, disse Hamon aos apoiantes, reunidos na sua sede de campanha em Paris.

Hamon, que obteve 36,12% dos votos, ultrapassando o ex-chefe do executivo Manuel Valls, que recolheu 31,24%, segundo resultados provisórios, apelou para o fim da “velha política” e apresentou como prioridade “mudar o modelo de desenvolvimento” impulsionando a ecologia.

Depois de agradecer o apoio na segunda volta, no próximo domingo, 29 de janeiro, de um dos candidatos eliminados, o ex-ministro Arnaud Montebourg, que obteve 18% dos votos, Benoît Hamon disse estar “feliz por poder continuar o debate” com Valls.

“[Será] o meu projeto de sociedade contra o seu projeto de sociedade”, observou.

“Vejo os primeiros pilares com os quais vamos reconstruir a esquerda, uni-la para construir a esperança”, concluiu.

Hamon conseguiu colocar no centro do debate medidas como a atribuição de um salário universal de 750 euros a todos os franceses maiores de idade, a legalização da marijuana, a redução das penas de prisão e a aplicação de um imposto aos robots, que seduziram novos votantes, sobretudo jovens.

O antigo primeiro-ministro também já comentou o seu segundo lugar no escrutínio de hoje, afirmando-se satisfeito com o resultado obtido e sublinhando que "nada está escrito".

"Uma nova campanha começa a partir desta noite. Apresenta-se-nos, a nós e a vós, uma escolha muito clara: a escolha entre o fracasso garantido e a possível vitória, entre promessas irrealizáveis e uma esquerda credível que assume as responsabilidades do país", sustentou.

Valls, ex-número dois do atual Presidente, François Hollande, argumentou que a esquerda que ele representa tem hipóteses de vencer as eleições presidenciais de abril e maio próximos e disse ser "um lutador" que aposta numa esquerda "forte e credível".

Numa crítica direta à proposta mais emblemática de Hamon - a atribuição de um salário mensal de 750 euros a todos os cidadãos franceses -, Manuel Valls disse não acreditar numa medida "com custos exorbitantes", que implicaria "aumentar de forma maciça os impostos e os défices".

"Recuso-me a abandonar os franceses à sua sorte, a promessas impossíveis de cumprir", prosseguiu, acrescentando ainda que não quer também deixar os franceses sozinhos perante a extrema-direita de Marine Le Pen ou a direita "dura e liberal como nunca" do conservador François Fillon, perante os Estados Unidos do Presidente Donald Trump e a Rússia de Vladimir Putin.

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