“Até agora, as forças políticas ainda não conseguiram garantir um entendimento para formar Governo”, deplorou o ministro das Negócios Estrangeiros francês, Jean-Yves Le Drian, durante uma reunião por videoconferência sobre o Líbano à margem da 75.ª Assembleia Geral das Nações Unidas.

“São assim necessárias pressões fortes e convergentes da nossa parte para forçar os responsáveis libaneses a cumprirem os seus compromissos”, sublinhou, de acordo com o texto do seu discurso.

“A França está empenhada, como muitos dos participantes hoje presentes. Estes esforços convergentes devem prosseguir o tempo que seja necessário”, acrescentou.

Esta reunião do Grupo Internacional de Apoio (GIA) ao Líbano reúne o secretário-geral da ONU, António Guterres, o presidente do Banco Mundial, David Malpass, e representantes dos países e organizações do GIA (França, Alemanha, Reino Unido, Itália, Estados Unidos, Rússia, China, União Europeia e Liga Árabe), e ainda o primeiro-ministro libanês demissionário Hassan Diab.

Os responsáveis políticos libaneses ainda não chegaram a acordo sobre a formação de um novo Governo, apesar da promessa feita em 01 de setembro ao Presidente francês Emmanuel Macron sobre uma solução definitiva em 15 dias.

O processo está bloqueado devido a divergências na atribuição de pastas ministeriais.

Atualmente, o principal obstáculo à formação de um Governo provém do movimento xiita Hezbollah, com forte influência no país, e do seu aliado Amal, dirigido pelo presidente do parlamento Nabih Berri, que reivindica a pasta das Finanças, um pedido rejeitado em bloco pelos seus rivais políticos, incluindo o antigo primeiro-ministro sunita Saad Hariri.

Na terça-feira, e com o objetivo de ultrapassar o impasse, Hariri propôs que o primeiro-ministro designado, Mustapha Adib, escolha ele próprio uma personalidade xiita independente.

A França saudou hoje a “declaração corajosa” de Saad Hariri. “Representa uma abertura à qual todos devem conceder importância para que um Governo de missão seja mantido em funções”, indicou a porta-voz da diplomacia francesa.

Na sua alocução, Jean-Yves Le Drian também apelou à responsabilidade do conjunto das forças políticas e advertiu: “Sem reformas não haverá ajuda internacional, mas caso sejam concretizadas não pouparemos os nossos esforços”.

O chefe da diplomacia gaulesa anunciou ainda que a próxima conferência internacional de apoio ao Líbano prometida por Macron para enfrentar as consequências da gigantesca explosão em agosto no porto de Beirute vai decorrer “antes do final do mês de outubro”.

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