Dois postos de lavagem de mãos à entrada e saída das mesas de voto, marcas no chão com cerca de um metro de distância entre cada uma para organizar as filas de eleitores e trazer a sua própria caneta de casa são apenas algumas das regras a respeitar nestas eleições municipais em França.

O anúncio da manutenção das eleições no meio da pandemia do Covid-19, que já fez 79 mortos em França, foi considerada por alguns contraditória, mas o Presidente francês Emmanuel Macron justificou a decisão com o parecer positivo do seu conselho científico e também a importância da “continuidade da vida democrática no país”.

Assim, a pandemia levar que muitos eleitores optem por não votar para se protegerem do vírus, acentuando um cenário que já era de incerteza política em muitas pequenas, médias e grandes cidades no país.

A entrada do partido La Republique En Marche (LREM), partido que elegeu o Presidente e detém a maioria na Assembleia Nacional, nas eleições locais veio baralhar as contas municipais, assim como o enfraquecimento de formações como o Partido Socialista à esquerda ou Os Republicanos à direita. Os Verdes, após um bom resultado nas eleições europeias, têm também grandes esperanças para estas eleições locais.

Assim, cidades chave para a manutenção do controlo da política local como Paris, Lyon ou Marselha não têm um vencedor óbvio, com o LREM a seduzir muitos candidatos alternativos ou autarcas que se desentenderam com os seus partidos nos últimos anos.

Outro cenário possível em muitas cidades são as alianças improváveis para a segunda volta, marcada para o próximo dia 22 de março para quem não conseguiu mais de 50% na primeira volta.

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