"Formámos uma equipa excelente para as nossas discussões com a Coreia do Norte. Atualmente estão a ocorrer reuniões visando a reunião e outros assuntos. Kim Young Chol, vice-presidente do partido no poder na Coreia do Norte, viaja agora para Nova Iorque. Uma sólida resposta à minha carta, obrigado!", escreveu Trump no Twitter esta terça-feira.

Depois da ruptura na semana passada, quando Trump escreveu a Kim Jong-un para comunicar a suspensão da reunião por causa da "hostilidade" do governo norte-coreano, agora há momentos de otimismo e frenesim diplomático duas semanas antes do aguardado encontro.

A Casa Branca assegurou esta terça-feira que estão "a preparar ativamente" a reunião, prevista novamente para 13 de junho em Singapura, enquanto um porta-voz norte-coreano na ONU confirmou que  os "preparativos" continuavam ao "mais alto nível".

Três séries de encontros estão a ser organizados em paralelo esta semana entre estes dois países que não têm relações diplomáticas e que meses atrás trocavam ameaças de ataques.

A reunião de mais alto nível será entre o secretário americano de Estado, Mike Pompeo, que na quarta e quinta-feira terá em Nova Iorque o seu terceiro encontro com o general Kim Yong Chol, após as duas visitas que fez a Pyongyang há pouco tempo.

Kim Yong Chol, vice-presidente do comité central do Partido dos Trabalhadores da Coreia do Norte e que em 2009 a 2013 esteve à frente do serviço de espionagem do país, desembarcou esta quarta-feira no aeroporto de Pequim para prosseguir a sua viagem até aos Estados Unidos.

Desnuclearização 

Trata-se do funcionário norte-coreano de mais alto escalão a pisar solo americano desde que o vice-marechal Joe Myong Rok se reuniu em 2000 com o presidente Bill Clinton.

Kim Yong Chol é alvo de sanções americanas desde 2010. Para a sua chegada a Nova Iorque essas sanções provavelmente foram suspensas. "Imagino que o necessário tenha sido feito", limitou-se a comentar a respeito a porta-voz do Departamento de Estado, Heather Nauert.

No domingo, os negociadores americanos, liderados pelo embaixador de Washington nas Filipinas, Sung Kim, começaram a reunir-se com os seus homólogos norte-coreanos na localidade de Panmunjom, na zona desmilitarizada que separa as duas Coreias.

O secretário-geral adjunto da Casa Branca, Joe Hagin, encontra-se em Singapura para tratar dos preparativos logísticos da cúpula. Um fotógrafo da AFP pôde ver esta terça-feira Kim Chang Son, um assessor muito próximo de Kim Jong-un, na cidade-estado da Ásia.

Finalmente, Trump reunir-se-á em 7 de junho na Casa Branca com o primeiro-ministro japonês, Shinzo Abe, pouco antes da reunião do G7 no Canadá.

Os diplomatas têm apenas duas semanas para concluir a preparação logística da reunião e definir a agenda.

Washington exige de Pyongyang uma "desnuclearização completa, verificável e irreversível" antes de qualquer suspensão das pesadas sanções internacionais que afetam a Coreia do Norte em represália pelos seus programas nuclear e balístico.

Mas Pyongyang nunca aceitou pagar esse preço, considerando o seu arsenal uma garantia da sobrevivência do regime.

Kim Yong Chol desempenhou um papel importante na aproximação diplomática que levou à distensão na península coreana nos últimos meses. Em fevereiro, na cerimónia de encerramento dos Jogos Olímpicos da Coreia do Sul, estava sentado atrás da filha de Donald Trump, Ivanka.

Além disso, acompanhou Kim Jong-un nas suas duas viagens recentes à China.

O general é uma figura muito controversa na Coreia do Sul, onde o acusam de ter autorizado o ataque, em 2010, contra a corveta sul-coreana "Cheonan", incidente no qual 46 marinheiros morreram. A Coreia do Norte nega ser responsável pelo caso.

Legisladores da oposição sul-coreana protestaram em fevereiro contra a visita de Kim, a quem chamaram de "criminoso de guerra diabólico".

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