O homem foi detido na segunda-feira e submetido hoje a interrogatório no Tribunal Judicial de Odemira, que lhe decretou a medida de coação de prisão preventiva, a mais gravosa, refere a GNR, num comunicado enviado à agência Lusa.

Segundo a força de segurança, o homem foi detido na sequência de uma investigação que durou dois meses e permitiu apurar que cultivava canábis na sua residência e comercializava o produto na zona de Odemira e em Lisboa.

Durante a operação, a GNR cumpriu três mandados de busca, uma à residência e duas a veículos do suspeito, que permitiram apreender as 9.600 doses de canábis, uma caçadeira, uma pistola de "airsoft", uma réplica de arma de fogo, dois computadores portáteis, dois "tablet", dois telemóveis, um veículo e 850 euros em dinheiro.

Nas buscas, a GNR apreendeu também diverso material utilizado na produção e na preparação de canábis, nomeadamente produtos químicos e sistemas de ventilação, rega e calor, que "permitiam o total controlo" de "todos os elementos do cultivo", como a temperatura e a exposição de luz, para "promover uma colheita contínua".

A ação foi efetuada pela Secção de Informações e Investigação Criminal e contou com o reforço do Destacamento de Intervenção do Comando Territorial de Beja da GNR e do Núcleo de Investigação Criminal de Odemira.

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