“A lei sobre a penalização de referendos existiu até 2005, mas foi eliminada pelos socialistas [governo PSOE do ex-primeiro-ministro José Luis Zapatero) e agora querem voltar a introduzir uma lei por oportunismo. Isto é repressão”, disse à Lusa Alfred Bosch, conselheiro de Ações Exteriores do governo regional catalão.

Pedro Sánchez, líder do PSOE e primeiro-ministro em funções anunciou na segunda-feira a intenção, caso venha a ser reeleito, de voltar a introduzir na lei a penalização de referendos nas 17 autonomias, incluindo a Catalunha.

Bosch que repudiou a proposta disse ainda à Lusa que a “questão catalã” é central para as eleições do próximo domingo e que os resultados, a nível nacional, podem vir a ser “muito semelhantes” aos números da última votação.

Sendo assim frisou que, como membro do governo local, e dirigente do Esquerda Republicana da Catalunha (ERC) aguarda “com muita expectativa” os resultados dos partidos republicanos da região autónoma espanhola.

“Se o independentismo mantém a força a leitura pode ser muito clara: as sentenças (caso dos políticos e dirigentes condenados por sedição), a repressão e o castigo está a fazer crescer o independentismo na Catalunha”, frisando que se aumentar o número de votos nos partidos republicanos o “processo” é irreversível.

“Significa que isto vai para a frente e não vai para trás. Vamos esperar pelos resultados das forças independentistas”, afirmou.

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