“Não tenho e ninguém tem, tanto quanto sei, qualquer elemento que lhe permita dizer que é uma situação de gravidade particular. Poderá tratar-se, e espero que não seja mais do que isso, de uma forma de demonstração naval como tantas que conhecemos no passado”, disse o ministro sobre a passagem dos navios russos dentro da zona de 200 milhas náuticas ao largo da costa portuguesa.

O governante, que falava aos jornalistas em Elvas, no distrito de Portalegre, à margem das comemorações do Dia do Exército, acrescentou ainda que este tipo de situações, quando ocorrem de forma “não prevista”, provoca “especulação” e suscita questões que devem ser seguidas com a “máxima atenção”.

“Qualquer que seja o país envolvido e por definição tratando-se de um país com a responsabilidade da Rússia, que haja a perceção clara de que a presença de forças navais de forma não prevista ou não habitual, como aquilo que estamos agora a assistir, é algo que inevitavelmente suscita especulação, suscita perguntas e deve ser olhada com a máxima atenção”, declarou.

O secretário-geral da NATO, Jens Stoltenberg, disse na quinta-feira estar preocupado com a progressão em direção ao Mediterrâneo da força naval russa que inclui um porta-aviões que poderá “participar nas operações aéreas” na Síria.

“A Rússia tem o direito de operar em águas internacionais”, disse Stoltenberg, mas o que preocupa a Aliança Atlântica "é que esta escolta naval russa possa ser utilizada para participar nas operações sobre a Síria”.

Afirmou ainda que navios da NATO vigiam o grupo aeronaval na aproximação ao seu destino. “Vão fazê-lo de forma responsável e proporcionada”, sublinhou.

A marinha russa anunciou que o seu porta-aviões “Almirante Kuznetsov”, habitualmente fundeado em Severomorsk, no mar de Barents, se dirigia para a Síria, transportando diversos helicópteros de combate para reforçar a presença militar russa nessa zona.

Esta movimentação militar russa ocorre algumas semanas após o anúncio pelo ministro russo da Defesa, Sergueï Choïgu, de que o porta-aviões russo da frota do norte seria enviado para o Mediterrâneo oriental para reforçar forças navais russas na zona, que possuem uma base em Tartus, na Síria.

O regime sírio é apoiado pela Rússia na ofensiva aérea desencadeada em setembro contra os bairros rebeldes da zona leste de Alepo, a segunda maior cidade da Síria, desde hoje abrangida por uma “pausa humanitária” prolongada até sábado.

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