Estas posições foram assumidas por António Costa no jantar de Natal do Grupo Parlamentar do PS, após breves intervenções - ambas bem-humoradas - do líder da bancada socialista, Carlos César, e do presidente da Assembleia da República, Eduardo Ferro Rodrigues.

Com mais de uma dezena de membros do executivo a ouvi-lo, entre os quais os ministros das Finanças (Mário Centeno) e dos Negócios Estrangeiros (Augusto Santos Silva), António Costa destacou sobretudo a ação do titular da pasta do Trabalho e da Segurança Social, Vieira da Silva, ao nível do Conselho de Concertação Social.

"Em 2016, este Governo conseguiu a melhor execução orçamental dos últimos 42 anos. E a melhor prova de que é sempre possível transformar os impossíveis em oportunidades e possibilidades é que fechamos este parlamentar com chave de ouro com o acordo de concertação social para a subida do salário mínimo nacional", declarou o secretário-geral do PS, recebendo uma salva de palmas dos deputados socialistas.

No próximo ano, o salário mínimo nacional sobe de 530 para 557 euros, enquanto a taxa social única (TSU) desce para os empregadores 1,5 pontos percentuais.

Na sua curta intervenção, em que também fez alusão à recente paternidade do secretário de Estado dos Assuntos Parlamentares, Pedro Nuno Santos, e ao "ingresso no mundo dos adultos" do deputado socialista João Torres (que deixou no domingo de ser líder da JS), António Costa comparou o estado de espírito "angustiado" da bancada socialista no ano passado com o ambiente dos dias de hoje.

"Este ano já aprovámos dois orçamentos e a novidade é que nenhum deles foi retificativo. Mas há uma segunda novidade: É que o Orçamento do Estado para 2016 foi cumprido e, ao contrário do que muitos receavam, podemos agora dizer que temos a melhor execução dos últimos 42 anos", sustentou.

Neste ponto, deixou algumas farpas ao PSD, depois de sustentar que o seu Governo cumpriu ao repor salários e pensões, ou a descida do IVA da restauração.

"É por isso que a oposição tem muita dificuldade em falar do presente e do futuro. Resta à oposição cantar a música do ?oh tempo volta para trás'. Mas, de facto, olhando para a sociedade portuguesa, ninguém tem vontade de voltar para trás, mesmo as pessoas que nunca votam no PS e que não gostam desta solução governativa", declarou.

Na primeira intervenção do jantar, o líder da bancada socialista, Carlos César, deixou várias mensagens de humor, falando designadamente na paciência com que o Governo aguentou os deputados socialistas ao longo do último ano, na paciência do Grupo Parlamentar do PS em relação a membros do executivo e na paciência que o presidente da Assembleia da República, Ferro Rodrigues, teve na condução dos trabalhos parlamentares, estes "sempre assegurados com elevada isenção".

"A paciência que tivemos de ter uns com os outros. A tarefa não foi fácil", declarou Caros César, provocando risos na sala de jantar.

Ferro Rodrigues reconheceu a seguir que, na realidade, "é bem mais paciente agora" nas funções de presidente da Assembleia da República do que quando desempenhava o lugar de líder da bancada socialista na anterior legislatura.

O antigo líder socialista deixou depois um recado mais a sério, este de preocupação face ao futuro próximo: "É preciso mudar esta Europa, que está num caminho que parece de beco".

"Este caminho pode ser mudado se agirmos a tempo", acrescentou.

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