Em nota enviada à agência Lusa, o gabinete do ministro Pedro Marques referiu que "a empreitada foi adjudicada no dia 22 de fevereiro de 2018, devendo as obras começar em maio, cumpridos que forem as necessárias tramitações administrativas, nomeadamente a obtenção do visto do Tribunal de Contas".

A posição da tutela surge na sequência das afirmações, na quinta-feira, do secretário-geral do Eixo Atlântico. Xoan Mao, alertou que, ao contrário do prometido, a empreitada para modernizar a Linha do Minho desde Viana do Castelo até Valença ainda não foi adjudicada, temendo atrasos numa obra "extremamente necessária".

Na nota enviada à Lusa, o Ministério do Planeamento e Infraestruturas acrescentou que o troço entre Nine (Braga) e Viana do Castelo "está em obras", destacando que a eletrificação e modernização daquela ligação ferroviária internacional está incluída no Plano de Investimentos em Infraestruturas Ferrovia 2020 e representa "um investimento de 83 milhões de euros".

Na quinta-feira, Xoan Mao disse estar "muito preocupado" com o cumprimento dos prazos daquela obra.

"Apesar de o secretário de Estado nos ter dado garantias de que as obras vão terminar no fim de 2019 - e nós temos motivos para acreditar porque nunca nos enganou - a verdade é que já vão dois atrasos nos tempos que se havia falado para assinar os contratos", afirmou o responsável à margem do lançamento, na Corunha, em Espanha, do Plano de Ação da Agenda Urbana do Eixo Atlântico.

Estas obras permitirão que a ligação ferroviária por Alfa Pendular possa chegar a Valença, perto da fronteira com Espanha e com a cidade de Tui, ficando a faltar, do lado espanhol, a ligação a Vigo, uma antiga reivindicação do Eixo Atlântico, organismo que congrega 38 municípios portugueses e galegos.

Para criar um corredor de ligação ferroviária em alta velocidade entre o norte da Galiza e Lisboa, que permita a alta velocidade do lado espanhol, faltam 30 quilómetros entre Vigo e a fronteira portuguesa devidamente eletrificados e modernizados e uma saída da linha a sul de Vigo.

"Estamos muitos satisfeitos que o governo português tenha aceitado pôr sobre a mesa do governo espanhol a saída sul de vigo e agora estamos à espera que concretizem e a próxima cimeira ibérica dê o pontapé de saída para que o governo espanhol construa os 30 quilómetros que faltam entre a saída a sul de Vigo e Tui-Valença", destacou hoje.

Segundo o Plano de Investimentos em Infraestruturas Ferrovia 2020, apresentado pelo Governo em fevereiro de 2016, a segunda fase das obras da linha do Minho, deveria ter início entre outubro e dezembro de 2017.

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