Segundo a agência oficial de notícias Saba, controlada pelo movimento rebelde, as autoridades de saúde declararam esta situação depois de registarem pelo menos 2.567 casos de cólera nas últimas duas semanas em todos os bairros da cidade iemenita.

As autoridades pediram às organizações não-governamentais locais e internacionais que tentem sensibilizar a comunidade internacional de que a situação no Iémen é "séria" e ameaça tornar-se "uma catástrofe de saúde sem precedentes”, segundo a informação.

O diretor de operações do Comité Internacional da Cruz Vermelha, Dominik Stillhart, disse hoje que a epidemia de cólera no país árabe custou a vida de 115 pessoas nas últimas três semanas.

Além disso, desde 27 de abril, mais de 8.500 pessoas foram levadas para hospitais em 14 províncias sob suspeita sofrerem da doença.

O responsável acrescentou ainda que a Cruz Vermelha está a tentar aumentar a ajuda para deter a crise humanitária no Iémen, que vive uma guerra civil há mais de dois anos.

Na passada quinta-feira, a Organização Mundial da Saúde (OMS) informou que o surto de cólera já custou a vida de 51 pessoas.

Os primeiros casos de cólera no Iémen surgiram em novembro de 2016.

Esta doença é uma infeção nos intestinos causada por alimentos ou água contaminados pela bactéria "vibrio cholerae" e que nao apresenta sintomas nas infeções mais moderadas, mas que pode provocar a morte em poucas horas se o doente nao receber tratamento nos casos mais severos.

A guerra no Iémen começou quando os rebeldes xiitas huthis ocuparam, em setembro de 2014, a capital e outras províncias do norte e do centro do país, tendo o Governo mudado para a cidade do sul Adén.

O conflito intensificou-se em março 2015, quando países sunitas, apoiados pelos Estados Unidos, intervieram diretamente a favor dos leais a Abdo Rabu Mansur Hadi, o Presidente reconhecido pela comunidade internacional.

Já existem mais de três milhões de deslocados internos por causa do conflito entre os huthis e o Governo e, segundo a Organização das Nações Unidas (ONU), 18,8 milhões de pessoas precisam de assistência humanitária, dois terços da população sofrem de insegurança alimentar e 70% depende daquele porto.

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