O Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, o primeiro-ministro, António Costa, o presidente da Assembleia da República, Eduardo Ferro Rodrigues, a ministra da Saúde, Marta Temido, e representantes dos partidos políticos vão ouvir as intervenções de diversos especialistas a partir das 10:00 na sede da Autoridade Nacional do Medicamento, num encontro que já não tinha lugar desde 28 de maio.

Após ouvir os peritos da Direção-Geral da Saúde, Instituto Doutor Ricardo Jorge (INSA) e investigadores em Saúde Pública, o Governo decidirá, na quinta-feira, em Conselho de Ministros, se altera as medidas e as restrições em vigor no âmbito do combate à pandemia.

Na véspera da reunião, o secretário de Estado Adjunto e da Saúde considerou que "a política não deve interferir na ciência, deve respeitar a ciência, mas também não está capturada nem refém da ciência”.

O governante admitiu que muitas das decisões do executivo “são baseadas em suporte técnico e científico", não afastando um possível alívio das restrições.

No espaço habitual de comentário semanal na SIC, este domingo, Luís Marques Mendes avançou que os especialistas de Saúde vão propor o fim das restrições horárias que estão em vigor neste momento.

"Ao que apurei, os peritos vão fazer uma proposta ao Governo, que em princípio deverá ser aceite. Não é acabar com todas as restrições, não é acabar com a máscara, o distanciamento ou com a lotação em alguns estabelecimentos. Não é isso. São as restrições horárias. As limitações horárias nos restaurantes, nos teatros, nos espetáculos, nas lojas comerciais. Mesmo até o fim do recolher obrigatório entre as 23h00 e as 5h00", adiantou o comentador.

Marques Mendes sublinhou ainda que os especialistas vão defender que, em vez destas medidas, se deverá apostar na "testagem, na vacinação, no certificado covid".

Além da habitual análise da evolução epidemiológica e da monitorização de variantes do vírus SARS-CoV-2 em Portugal, sobressaem as palestras dedicadas à efetividade da vacina contra a covid-19, por Ausenda Machado, do Instituto Nacional de Saúde Dr. Ricardo Jorge (INSA) e à avaliação de risco na era da vacinação, por Andreia Leite, da Escola Nacional de Saúde Pública da Universidade Nova de Lisboa.

À epidemiologista Raquel Duarte, especialista do Instituto de Saúde Pública da Universidade do Porto que tem aconselhado o Governo em matéria de desconfinamento, cabe uma apresentação de uma proposta de continuidade para o plano de redução das medidas restritivas de controlo da pandemia. Paralelamente, o epidemiologista Henrique Barros vai apresentar as suas expectativas para o inverno de 2021.

Será também feito um ponto de situação relativo ao plano de vacinação pelo coordenador da ‘task force’, o vice-almirante Henrique Gouveia e Melo, num momento em que o país é o quinto da União Europeia em termos de população com a vacinação completa (51%), inclusivamente acima da média comunitária (46%).

Os últimos dados da autoridade nacional de saúde Portugal dão conta de um aumento nos internamentos, que são agora 919, dos quais 198 em unidades de cuidados intensivos.

A taxa de incidência nacional de infeções pelo SARS-CoV-2 por 100 mil habitantes nos últimos 14 dias está nos 427,5 casos, e o índice de transmissibilidade está em 1,04.

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