Duas explosões destruíram no domingo durante a missa a catedral situada na ilha de Jolo, bastião do grupo extremista Abu Sayyaf que não está ligado ao processo de paz em curso. O atentado foi reivindicado pelo grupo ‘jihadista’ autoproclamado Estado Islâmico, ao qual o Abu Sayyaf prometeu lealdade.

Os especialistas consideram que este ataque, um dos mais sangrentos dos últimos anos nas Filipinas, pode contrariar anos de esforços de paz que resultaram no referendo local da semana passada.

O referendo validou a criação de uma nova região autónoma denominada Bangsamoro.

As autoridades disseram que o atentado terá sido realizado pela fação Ajang-Ajang, um grupo de algumas dezenas de membros, e que terá sido motivado pela vingança.

“O seu chefe foi morto o ano passado. Havia informações constantes de que eles iam retaliar”, declarou à agência France Presse o porta-voz do exército regional, o tenente-coronel Gerry Besana.

“Vimo-los nas imagens de vídeo vigilância. Era o irmão do chefe que foi abatido”, disse, referindo-se a imagens diante da catedral.

Segundo as forças de segurança, esta fação é constituída por familiares de membros do Abu Sayyaf que foram mortos em confrontos com o governo.

Especializado em sequestros, o Abu Sayyaf também é acusado dos piores atentados no arquipélago, em particular o realizado contra um ‘ferry’ que causou mais de 100 mortos em 2004.

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