“A ação é uma resposta à situação do país, que exige a união de todos em defesa da democracia”, frisaram as entidades no manifesto que lançou a campanha.

Os signatários incluem a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), Oxfam – Comité de Oxford para o Alívio da Fome, o Fundo Mundial para a Natureza (WWF), a Articulação dos Povos Indígenas do Brasil (APIB) e os principais sindicatos do Brasil.

O grupo denunciou que a democracia brasileira está “ameaçada pelo ataque permanente e inconcebível às instituições, à imprensa e aos direitos dos cidadãos consagrados na Constituição”.

Durante semanas, grupos de extrema-direita compostos por apoiantes de Jair Bolsonaro organizaram diversas manifestações em Brasília exigindo o fecho do Congresso e do Supremo Tribunal Federal (STF) por meio de uma intervenção militar liderada pelo atual chefe de Estado.

Esses atos, descritos como “antidemocráticos” pelo Ministério Público Federal, dos quais o próprio Bolsonaro participou em várias ocasiões, tem instigado um clima de confronto entre o Governo e os poderes legislativo e judiciário no país sul-americano.

Com o acirramento dos ataques, o STF, última instância da Justiça brasileira, começou a investigar alguns participantes desses protestos, que também são suspeitos de espalhar notícias falsas e ameaças contra juízes do tribunal.

Alguns dos investigados, membros de um grupo extremista chamado “300 do Brasil”, foram presos e agora estão em liberdade condicional.

De acordo com uma pesquisa do Instituto Datafolha, divulgada hoje, a maioria dos brasileiros considera um risco para a democracia a disseminação de notícias falsas (81%) e as manifestações dos apoiantes de Bolsonaro contra o STF e o Congresso do país (68%).

Por outro lado, as organizações sociais destacaram no manifesto em defesa da democracia lançado hoje que a vida também está ameaçada pela “falta de coordenação” do Governo Bolsonaro no combate à pandemia provocada pelo novo coronavírus, que já causou 57.622 mortes e 1,34 milhão de infetados no Brasil.

Os signatários do manifesto denunciaram que a emergência causada pela covid-19 agrava a “situação crítica da saúde e da economia” no Brasil, criando mais sofrimento para trabalhadores, populações vulneráveis, aos micro e pequenos empresários.

O lançamento da campanha incluirá exibições em locais emblemáticos de algumas das capitais regionais do Brasil.

O grupo que defende a democracia brasileira também organizou diversas atividades, como conferências, ações culturais e demonstrações virtuais, em 04 e 05 de julho.

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