“Não foi concluído até ao momento nenhum acordo concreto sobre a organização de negociações com a Ucrânia, a Rússia, a Turquia e a ONU”, indicou no Twitter Oleg Nikolenko, porta-voz da diplomacia ucraniana.

“Estão a decorrer consultas”, acrescentou Nikolenko.

Previamente, o ministro da Defesa turco tinha anunciado a realização “nas próximas semanas” na Turquia de um encontro quadripartido com representantes das Nações Unidas, da Rússia e da Ucrânia.

Ancara congratulou-se com um “primeiro avanço concreto” neste dossier após discussões entre as delegações turca e russa em Moscovo.

“Algumas horas após uma longa reunião, o cargueiro turco [Azov Concord], que aguardava há vários dias, deixou” Mariupol, indicou o ministro turco em comunicado, quando milhões de toneladas de cereais não podem ser atualmente exportados devido ao bloqueio da frota russa no mar Negro, segundo Kiev.

Este foi o primeiro navio estrangeiro a deixar o porto do sudeste da Ucrânia, controlado pelas forças separatistas russófonas e pelo exército russo desde maio, sublinhou o comunicado de Ancara.

No entanto, o ministro da Defesa russo, em comunicado publicado pouco antes, não se referiu a qualquer avanço significativo para o desbloqueio dos portos ucranianos.

A ONU está a negociar há várias semanas com Moscovo, Kiev e Ancara um acordo que permita a saída dos cereais da Ucrânia em segurança, e que também assegure o acesso de produtos agrícolas russos, incluindo fertilizantes, ao mercado internacional.

A concretização de um acordo permitiria uma redução dos preços dos produtos e atenuaria a crise alimentar no mundo, que se tem agravado na sequência da invasão russa.

Kiev receia um ataque da Rússia na sua costa do mar Negro, e quando as forças de Moscovo, no apoio aos separatistas russófonos, já controlam uma grande parte do sul da Ucrânia, incluindo a totalidade das margens do mar de Azov.

A invasão russa da Ucrânia, iniciada em 24 de fevereiro, foi condenada pela generalidade da comunidade internacional, que respondeu com o envio de armamento para a Ucrânia e a imposição à Rússia de sanções que atingem praticamente todos os setores, da banca ao desporto.

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