“Apreciamos a atitude corajosa da Câmara Municipal de Barcelona, que decidiu romper os seus laços com a entidade ocupante, rejeitando a agressão e o genocídio que está a cometer contra o nosso povo palestiniano na Faixa de Gaza”, refere, em comunicado, o Hamas, considerado terrorista pelos Estados Unidos, Reino Unido e União Europeia, que governa de facto o enclave desde 2007.

No comunicado, o Hamas apela às cidades e municípios de todo o mundo para que sigam o exemplo da Câmara Municipal de Barcelona “na vitória da humanidade, dos valores da liberdade e da justiça e do direito dos povos à autodeterminação, e na rejeição dos massacres da ocupação sionista-nazi contra crianças e civis desarmados”.

O plenário da Câmara Municipal de Barcelona aprovou na sexta-feira por maioria uma declaração institucional através da qual a autarquia interrompe as relações com o atual governo israelita “até que haja um cessar-fogo definitivo e seja garantido o respeito pelos direitos fundamentais do povo palestiniano”.

Horas antes, o Hamas também se congratulou com as declarações do primeiro-ministro espanhol, Pedro Sánchez, que na sexta-feira condenou o elevado número de vítimas civis na Faixa de Gaza, provocado pela guerra entre Israel e o Hamas, e se mostrou favorável ao reconhecimento do Estado palestiniano.

O Hamas disse felicitar a “posição clara e corajosa” de Sánchez e do primeiro-ministro belga Alexander De Croo, no mesmo sentido.

Em reação, o Ministério dos Negócios Estrangeiros de Israel convocou na sexta-feira os embaixadores de ambos os países para uma “conversa dura de repreensão”, numa reunião ainda por agendar, mas tanto a Espanha como a Bélgica convocaram também os embaixadores israelitas nos respetivos países.

Após os ataques do Hamas em território israelita, em 7 de outubro, com 1.200 mortos e 240 reféns, na Faixa de Gaza mais de 14.800 pessoas foram mortas na ofensiva israelita de retaliação, havendo ainda a registar 200 palestinianos mortos na Cisjordânia e em Jerusalém pelas forças de segurança israelitas e por ataques de colonos israelitas.

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