Tony Chung, de 19 anos, foi levado por homens enquando estava num café em frente ao consulado dos Estados Unidos, notociou o jornal South China Morning Post, que cita um jornalista que presenciou os acontecimentos.

Um vídeo obtido por esse jornal mostra o momento.

Vários meios citaram fontes próximas à investigação que afirmam que Chung foi detido pela unidade de polícia encarregada de aplicar a Lei de Segurança Nacional em Hong Kong.

Um grupo a favor da independência, "Student Localism", do qual Chung era membro antes da entrada em vigor da Lei de Segurança Nacional em junho, informou hoje no Facebook que o jovem tinha "desaparecido", destacando que outros dois ex-membros foram detidos esta terça-feira pela Polícia.

A Polícia confirmou posteriormente as três detenções, alegando que estavam relacionadas com uma investigação em curso sobre o grupo, por "incitação à secessão", um dos novos crimes contra a segurança nacional. Chung torna-se, assim, na primeira personalidade política a ser processada em virtude desta nova lei. Está também acusado de lavagem de dinheiro e conspiração para publicar conteúdo sedicioso, ou seja, desobediente.

Outro grupo, até então desconhecido, chamado "Amigos de Hong Kong", alertou a imprensa sobre essa prisão em comunicado, afirmando que os seus membros tentaram obter uma solicitação de asilo para Chung através do consulado dos EUA.

A agência France Press não conseguiu verificar se o grupo ajudou o jovem a solicitar asilo.

Segundo o comunicado, membros do grupo viram quatro homens a entrar na cafeteria na manhã de terça e a prender Chung.

O ativista não atendeu as chamadas que tinha no seu telemóvel.

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