António Guterres escolheu duas palavras para manifestar o que sente depois de ter sido aprovado por aclamação pelo Conselho de Segurança das Nações Unidas: "humildade" e "gratidão".

O político português agradeceu a "confiança" dos membros do Conselho de Segurança das Nações Unidas, que decidiram levar o seu nome para aprovação na Assembleia Geral da ONU. Apesar das formalidades ainda necessárias, é pouco provável que este cenário se venha a alterar e tudo indica que Guterres será o próximo Secretário-Geral da organização.

Foi com "emoção" que Guterres verificou a "unanimidade" e "consenso" do Conselho de Segurança em torno da sua candidatura. O político português elogiou ainda a celeridade deste processo - "que este mundo conturbado exige" - e a sua transparência.

Guterres disse ainda que é com "humildade" que encara os desafios que o esperam, a mesma humildade "necessária para servir", acrescentou. O político português deixou ainda uma palavra de apreço aos funcionários da ONU que, no seu dia a dia, são uma "inspiração" para os demais.

"Fui recomendado mas ainda não sou Secretário-Geral", salientou Guterres, fazendo um apelo para que se apoie o trabalho de Ban Ki-moon, cujo mandato termina a 31 de dezembro.

Por fim, o ex-primeiro-ministro português disse ter um "profundo reconhecimento" pelos portugueses e pelos representantes na Nação, que apoiaram a sua candidatura.

Oiça aqui a declaração de Guterres:

Formalidades: o que ainda falta fazer

O artigo 97.º da Carta das Nações Unidas diz que o candidato deve ser nomeado pela Assembleia Geral, após recomendação do Conselho de Segurança. À Assembleia Geral compete, assim, ratificar a escolha (ou não, mas isso nunca aconteceu).

Nada impede que o Conselho de Segurança recomende mais do que um candidato, mas a prática tem sido “apresentar um candidato apenas”, de acordo com a Resolução 11 da Assembleia Geral, datada de 1946.

Geralmente, o presidente do Conselho de Segurança informa o presidente da Assembleia Geral sobre a decisão tomada, que, por seu lado, informa os 193 Estados-membros da organização, que depois votará o nome proposto, à porta fechada.

(Notícia corrigida às 22h44: A aprovação por parte da Assembleia Geral não tem, para já, data definida)

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