“Neste momento o acordo está fechado, vamos ter que o implementar e aquilo que eu fiz foi pedir à TML [Transportes Metropolitanos de Lisboa] que o fizesse o mais rapidamente possível. E para que, para aqueles que são os mais idosos, pudéssemos avançar mais rapidamente, porque estamos numa recuperação pós covid-19 e as pessoas precisam desta medida. Depois, os mais jovens, podemos começar no ano letivo e, portanto, poderíamos começar como normalmente com os passes ali a partir de 01 de setembro até 15 de novembro”, afirmou Carlos Moedas.

O autarca salientou que a rapidez da medida para os idosos “vai depender da capacidade operacional”, porque há “uma operação muito grande” que envolve não só a Câmara, que detém a Carris, como também vários operadores como o Metro e a CP.

“Foi um trabalho difícil, mas um trabalho extraordinário, em que todos chegámos a este consenso”, disse Carlos Moedas, na cerimónia de assinatura do Acordo de Transportes Gratuitos entre a Câmara de Lisboa e a Transportes Metropolitanos de Lisboa.

Carlos Moedas sublinhou ainda que “Lisboa é a primeira grande capital da Europa a tomar esta medida”, que “será também uma maneira de influenciar outras cidades e outros países de que este é o caminho”.

“Esta é uma primeira vez, um primeiro passo e uma primeira fase para […] esse caminho em que os transportes públicos no futuro, nos vários países, terão que se tornar gratuitos exatamente para a descarbonização”, acrescentou.

O acordo permite o uso gratuito de transportes públicos aos residentes em Lisboa com idades superior a 65 anos, jovens até aos 18 anos ou estudantes do ensino superior até aos 23 anos, exceto nos casos de licenciaturas em medicina e em arquitetura, em que os passes eram gratuitos até aos 24 anos.

A assinatura do protocolo entre a Câmara de Lisboa e a Transportes Metropolitanos de Lisboa, a nova empresa que gere os transportes na AML, foi hoje assinado no Museu da Carris, em Lisboa.

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