“Temos mais uma evidência daquilo que é o desleixo do Governo socialista ainda em funções. Porque tudo isto era previsível e as soluções que agora começam a tentar pôr em prática […] são soluções que deviam estar já pensadas e concretizadas há mais tempo”, disse o presidente da Iniciativa Liberal (IL).

Os problemas relacionados com a seca e a falta de água no Algarve foram o tema principal das reuniões que Rui Rocha teve esta manhã, em Silves, com dirigentes da empresa Águas do Algarve e a da Associação de Regantes e Beneficiários de Silves Lagoa e Portimão.

Rui Rocha lembrou que o ano de 2024 está a começar e as “soluções” que estão em preparação, como por exemplo o aproveitamento de águas residuais ou a entrada em funcionamento das soluções de dessalinização, “só estarão disponíveis em 2026…”

O líder liberal sublinhou que o seu partido “tem uma enorme preocupação com a água e propostas muito concretas”, defendendo que “Portugal, no seu conjunto, precisa de mais barragens” e de “avançar com soluções de dessalinização”.

Rui Rocha também se interrogou se não estaria “na hora de pensar mesmo num sistema que permita trazer água das zonas do país onde ela é mais abundante para as zonas que onde não é abundante…”.

“Recordo que o Governo está em funções há mais de oito anos e, portanto, tudo isto devia ter sido acautelado, previsto, e deviam ter avançado soluções muito mais cedo para que não estivéssemos nesta situação muito grave agora”, insistiu o líder da IL.

O problema estrutural da falta de água no Algarve levou o Governo, em meados de 2023, a tomar a decisão de construir uma central de dessalinização no concelho de Albufeira.

O projeto esteve em consulta pública até 19 de dezembro último e o concurso para a obra de construção dessa unidade deveria ter sido aberto até finais de janeiro.

A empresa Águas do Algarve ainda não conseguiu expropriar todos os prédios rústicos necessários para implementar a estação, sendo imprevisível o impacto que isso vai ter para o início das obras.

Sobre as reivindicações das forças policiais da PSP e da GNR para que o seu salário seja equiparado à da PJ, Rui Rocha mostrou-se “solidário” com essa posição: “Não percebemos porque é que há para uns e não há para outros”, disse.

O líder da IL admitiu, no caso de o partido conseguir ser governo, ponderar a atribuição destes subsídios à PSP e à GNR.

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