O recandidato único à liderança da Iniciativa Liberal (IL) apresentou hoje a moção global estratégica intitulada “Preparados. Liberalizar Portugal” durante o primeiro dia da VI Convenção Nacional do partido.

Começando por reafirmar os objetivos claros com os quais a IL se apresenta às eleições legislativas de 30 de janeiro – 4,5% dos votos e cinco mandatos – João Cotrim Figueiredo explicou que “foi de propósito” que não tem falado em nomes para as listas de deputados, com a exceção da sua própria recandidatura por Lisboa.

Justificando esta opção com o facto de não querer “distrair a convenção”, o presidente da IL referiu que esta proposta “virá da nova Comissão Executiva”, que será eleita no domingo.

“Mas depois existe trabalho dos outros órgãos do partido. Do Conselho Nacional, já para a semana, exatamente para aprovar essas listas e na semana seguinte para aprovar o programa eleitoral, que já está em preparação adiantada”, anunciou.

Com o objetivo de alcançar cinco deputados, Cotrim Figueiredo defendeu que o grupo parlamentar tem “que se complementar, tem que ser diverso e tem que funcionar como equipa”, para além de ser necessário que os eleitos tenham “competência política, competência técnica e capacidade de oratória”.

“Tem que haver complementaridade e essa vai ser o principal critério da escolha que faremos já para a semana”, enfatizou, deixando claro que será valorizado o mérito e será mantida “a abertura a independentes”.

Os liberais querem ainda “continuar a renovar as caras na política”, assinalando que nas últimas eleições autárquicas 93% dos mais de três mil candidatos “não tinham tido experiência em atividade política prévia”.

Em relação ao programa eleitoral, Cotrim Figueiredo adiantou que o partido vai apresentar “propostas importantes” na liberdade política, social, económica e individual.

Sem querer desvendar muito do documento, Cotrim Figueiredo referiu que haverá uma proposta de sistema eleitoral, outra de descentralização e ainda uma proposta para reformar o Estado.

Na área social, será recuperada a intenção – que não avançou devido à dissolução do parlamento - de “apresentar uma reforma profunda do SNS”, bem como propostas na educação e na Segurança Social.

Será ainda proposta a revisão substancial das funções regulatórias do Estado, bem como o partido como “o defensor mais acérrimo de todas as liberdades individuais”.

Em relação aos objetivos traçados para as eleições legislativas de 30 de janeiro, o presidente da IL afirmou que há quem ache que é pouco e há quem ache que é muito, havendo também quem considere surpreendente o facto de as metas serem claras e quantificadas em percentagem de votos e em mandatos.

“A mim o que me surpreende é que seja surpreendente. Para um liberal não podia ser se outra maneira”, explicou, afirmando que gostaria de saber quantos outros partidos vão responder por objetivos tão claros na noite eleitoral de 30 de janeiro.

O Conselho Nacional da IL é, de acordo com os estatutos do partido, o órgão responsável por acompanhar e orientar a estratégia política adotada em Convenção Nacional, no respeito dos seus princípios e objetivos.

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