Os prémios são atribuídos anualmente a pessoas e instituições que se destaquem na luta contra a discriminação em função da orientação sexual, realizando-se agora a 16.ª edição da iniciativa.

Segundo um comunicado da ILGA - Intervenção Lésbica, Gay, Bissexual, Trans e Intersexo, a 12 de janeiro vão receber também a distinção da ILGA o atleta olímpico Célio Dias, o casal Gabriela Sobral e Inês Herédia, e a deputada Sandra Cunha, do BE.

Na categoria partidos, a ILGA contempla o PS, o BE, o PCP, o PEV e o PAN, além da deputada Teresa Leal Coelho, do PSD.

Os troféus a atribuir foram criados pelo artista plástico Vasco Araújo.

Os promotores consideram que a RTP tem “dado provas de que é possível resistir e dar espaço e visibilidade à diversidade”, contribuindo para “quebrar silêncios e desconstruir preconceitos”, num país “ainda com muitas lacunas cívicas” no que toca à “defesa e sensibilização dos Humanos dos Direitos Humanos, incluindo das pessoas LGBTI”.

A ILGA decidiu distinguir a Associação de Apoio à Vítima (APAV) por ter lançado um movimento (#respectbattles), ao qual aderiram várias figuras do hip-hop português, entidades públicas e organizações não governamentais nacionais e internacionais que, em conjunto, “alertam através da música de intervenção para a urgência do combate aos discursos e crimes de ódio nas suas mais variadas vertentes”.

Está igualmente contemplado o documentário “Até que o Porno nos Separe”, de Jorge Pelicano. Este prémio é atribuído pela AMPLOS - Associação de Mães e Pais pela Liberdade de Orientação Sexual e Identidade de Género.

A ILGA considera ainda que a jornalista Carolina Reis tem abordado de forma responsável "os muitos desafios que ainda se colocam à igualdade de género e, em particular aos direitos das mulheres e das pessoas LGBTI, elevando o nível da informação em torno destas questões no debate público, nomeadamente as recentes mudanças legislativas com impacto nos direitos fundamentais das pessoas LGBTI, tal como a lei que garante o direito à autodeterminação da identidade, expressão de género e características sexuais, ou em questões que dizem respeito a direitos no acesso à procriação medicamente assistida e à gestação de substituição.

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