“Declaro diante de Deus todo poderoso que separo a mim mesmo e os preceitos da religião islâmica e dos ensinamentos do profeta Maomé deste pecaminoso ato criminal e de todos que seguem esta ideologia perversa e falsa”, disse, numa mensagem lida num Encontro pela Paz em Roma, na qual não participou fisicamente.

O imã condenou deste modo a decapitação, na passada sexta-feira em Paris, do professor Samuel Paty, por mostrar caricaturas de Maomé numa aula sobre liberdade de expressão.

As suas palavras foram lidas pelo secretário-geral do Comité Superior da Fraternidade Humana, Mogamed Abdelsalam Adbellatif, durante um Encontro de Oração pela Paz em Roma, onde estiveram representantes religiosos, entre os quais o papa Francisco.

No entanto, criticou ao mesmo tempo a religião seja ofendida.

“Insultá-la e abusar dos símbolos sagrados sob o slogan da liberdade de expressão representa uma forma de ambiguidade intelectual e um explícito ato de imoralidade”, considerou Ahmed al Tayeb.

“Este terrorista e a sua gente não representam a religião de Maomé, do mesmo modo que o terrorista neozelandês que assassinou muçulmanos na mesquita não representa a religião de Jesus”, apontou, numa referência ao ataque terrorista em março de 2019.

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