O fogo deflagrou na tarde de quarta-feira numa plantação de pinheiros no subúrbio de Gnangara, uma zona rural e residencial no nordeste de Perth, e rapidamente se alastrou a outras áreas nos arredores da cidade, disseram hoje as autoridades.

O incêndio, em grande parte sob controlo, foi intensificado pelas elevadas temperaturas na região, que devem atingir hoje os 40 graus, e pelos ventos fortes, com as autoridades a indicarem que serão necessários vários dias para controlar as chamas.

Mais de 130 pessoas foram retiradas das suas casas e deslocadas temporariamente, prevendo-se que o número aumente ao longo do dia.

A vice-primeira ministra do governo regional, Rita Saffioti, disse hoje aos meios de comunicação social que, de acordo com dados preliminares, as chamas destruíram “dez casas, bem como quatro barracões e numerosos veículos, incluindo caravanas”.

No mesmo evento, o responsável pelos serviços de emergência regionais, Stephen Dawson, exortou as pessoas a prepararem-se para um “verão longo, quente e seco” e recomendou que tivessem um “plano de contingência para incêndios florestais, porque nunca se sabe quando uma comunidade pode ser afetada”.

A Austrália, cuja época de incêndios florestais começa normalmente em novembro, vai enfrentar este ano um tempo mais seco do que o habitual devido ao El Niño, um fenómeno natural causado por correntes no Oceano Pacífico que, potenciado pelo aquecimento global, pode causar catástrofes devastadoras.

No entanto, este ano já se registaram grandes e destrutivos incêndios florestais durante o mês de outubro nos estados orientais de Nova Gales do Sul e Queensland, que causaram a morte a pelo menos duas pessoas.

As duas últimas épocas de incêndios na Austrália foram calmas em comparação com o catastrófico “Verão Negro” de 2019-2020, quando centenas de incêndios florestais destruíram uma área do tamanho da Turquia e causaram 33 mortes.

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