A decisão foi tomada hoje na comissão de Assuntos Constitucionais, Direitos, Liberdades e Garantias, depois de um aceso debate entre deputados do CDS-PP, que chegou a propor uma acareação entre Albino Tavares e Jorge Gomes, hoje deputado, e do PSD com o presidente da comissão, Pedro Bacelar de Vasconcelos.

A audição de Albino Tavares chegou a estar agendada, mas não se realizou dado que o próprio pediu escusa e comunicou que já tinha feito todas as declarações relevantes à Comissão Técnica Independente (CTI) sobre os incêndios de junho do ano passado e que fizeram 67 mortos.

O coronel acrescentou que só iria à comissão se fosse “considerado imprescindível”, pelo que Pedro Bacelar Vasconcelos não deu seguimento ao ofício e o que levou o CDS a acusar o presidente da comissão de ter “decidido unilateralmente” que a audição era prescindível.

Hoje, houve uma troca de palavras das bancadas da direita com Bacelar de Vasconcelos, e CDS e PSD insistiram na audição de Albino Tavares e a comissão vai comunicar essa decisão.

“Vai ser feito um ofício" a insistir com a audição do coronel, disse o presidente da comissão.

O pedido do CDS-PP para ouvir o segundo comandante operacional nacional à data, coronel Albino Tavares, relaciona-se com declarações contraditórias entre este e o antigo secretário de Estado da Administração Interna Jorge Gomes, atual deputado socialista, sobre os meios disponíveis.

Albino Tavares afirmou, à comissão técnica, que o Governo não respondeu ou respondeu tarde a um pedido de reforço de meios de combate ao incêndio de Pedrógão Grande, no que foi desmentido, em declarações públicas, pelo ex-secretário de Estado da Administração Interna Jorge Gomes, hoje deputado do PS.

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