Em declarações à agência Lusa, cerca das 21:00, Célia Marques contou que "a situação agravou-se consideravelmente" desde o final da tarde, quando o fogo parecia estar controlado, acrescentando que a “situação é caótica” e que, neste momento, “há casas em risco”.

Os habitantes das localidades da Tapada, Casal Agostinho Alves e Relvas estão a ser retirados e encaminhados numa carrinha para a sede da Casa do Povo da freguesia, que fica numa zona mais urbana e segura.

A presidente da Câmara de Alvaiázere explicou que o incêndio agravou-se, também pelo facto de já não haver meios aéreos a operar, acrescentado que há também dificuldades ao nível das comunicações.

Cerca das 19:45, a autarca explicou à Lusa que várias casas estiveram durante a tarde de hoje ameaçadas por um incêndio que ainda se mantinha ativo, sem, no entanto, colocar populações em risco, àquela hora.

Célia Marquês contou na ocasião que as populações viveram momentos “muito difíceis” durante a tarde, acrescentando que a zona, “muito acidentada ao nível do terreno”, prejudicou o combate às chamas.

Contudo, a presidente do município de Alvaiázere estava apreensiva com o vento que acabou por potenciar a evolução das chamas.

“Estamos a aguardar pela noite e está-se a levantar algum vento, pelo que estamos um bocadinho apreensivos com o desenrolar da situação, mas estamos atentos. O fogo ainda está a arder, mas já não há populações em risco”, sublinhou na altura Célia Marques.

De acordo com a página da internet da Autoridade Nacional da Proteção Civil (ANPC), às 21:10 estavam empenhados no combate às chamas deste incêndio em Alvaiázere 102 operacionais, apoiados por 30 viaturas.

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