“Temos que impor, relativamente a estes incêndios de 15 de outubro, a mesma energia e a mesma determinação com que temos estado a desenvolver relativamente à tragédia do incêndio de Pedrógão”, afirmou aos jornalistas, durante uma visita a uma casa que está a ser reconstruída na Quinta da Barroca, no concelho de Tábua.

Segundo António Costa, no que respeita à tragédia de Pedrógão, há “70% das casas concluídas ou em obra”.

Os incêndios de 15 e 16 de outubro tiveram “consequências de uma dimensão muitíssimo superior”, lembrou: “Não estamos a falar de 268 casas, estamos a falar de 1.483 casas”.

O governante disse que, “neste momento, estão já 159 concluídas e em obra”, como é o caso da que hoje visitou.

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De acordo com o primeiro-ministro, nos incêndios de outubro foram afetados 36 concelhos, “uma extensão muito grande” e, em vez de serem 10 milhões de euros para a reconstrução das habitações, serão 75 milhões de euros.

“Só na componente de primeiras habitações temos 75 milhões de euros. É um esforço muito grande e o que estamos a ver é o ponto de situação de dois meses e dois dias depois da ocorrência”, frisou.

Tal como aconteceu em Pedrógão, “tem havido uma mobilização de recursos diversos: nuns casos, os proprietários tinham seguros, noutros casos, tem-se recorrido a outros mecanismos de apoio”.

A proprietária da casa hoje visitada, Teresa Mendes, disse que, no seu caso, para já, é o empreiteiro que está a suportar os custos.

António Costa explicou que, relativamente aos incêndios de outubro, a verba para a reconstrução das casas terá como origem sobretudo o Orçamento do Estado.

“Em junho, houve uma grande solidariedade espontânea da sociedade civil. A 15 de outubro, os recursos já tinham sido mais concentrados no primeiro incêndio e aqui o Estado tem de ter um contributo maior. É isso que está previsto no Orçamento do Estado para 2018”, acrescentou.

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