A ação de treino operacional decorreu ao longo de dois dias em Silves, um dos 16 municípios do distrito de Faro, “no momento em que inicia o nível de empenhamento mais expressivo do Dispositivo Especial de Combate a Incêndios Rurais do Algarve, que decorre de 1 de julho a 30 de setembro”, sublinhou a Proteção Civil num comunicado.

Entre os “mais de cinquenta elementos” que integraram esta atividade formativa promovida pelo Comando Regional de Emergência e Proteção Civil do Algarve estão operadores de máquinas e manobradores “indicados pelos Serviços Municipais de Proteção Civil (SMPC) e pelo Instituto de Conservação da Natureza e das Florestas (ICNF)” e provenientes destes organismos da administração pública ou de empresas prestadoras de serviços na prevenção e combate aos incêndios.

A formação contou com uma “sessão teórica” que permitiu abordar “temas nucleares do empenhamento destes meios fundamentais no esforço da resposta operacional”, indicou a Proteção Civil, dando como exemplos a “organização dos Teatros de Operações, as Comunicações e os Protocolos de Segurança durante o combate”.

Os formandos ficaram assim com conhecimentos sobre “as técnicas e as capacidades de intervenção” de maquinaria para assegurar uma “plena articulação com todas as forças que concorrem para a rápida extinção dos incêndios rurais”, considerou a mesma fonte.

A formação também incluiu “exercícios práticos no terreno com recurso à maquinaria”, destacou a Proteção Civil, agradecendo o apoio da Câmara de Silves e do ICNF na cedência do equipamento pesado empenhado na ação.

“O Plano de Operações Regional do Algarve para esta temática estabelece os mecanismos de mobilização e sustentação logística e operacional destes meios técnicos, sob coordenação da Equipa Tática de Empenhamento de Máquinas de Rastos (ETEMR)”, referiu ainda a Proteção Civil.

O dispositivo de combate a incêndios rurais entrou na sexta-feira na sua máxima capacidade, com a entrada em vigor do denominado ‘reforçado — nível IV’, que termina a 30 de setembro. e conta, a nível nacional, com aumento de 7% do número de operacionais em relação a 2021, com mais 850 elementos no terreno.

Nos próximos três meses, vão estar operacionais em Portugal 12.917 operacionais, 3.062 equipas, 2.833 veículos e 60 meios aéreos, segundo os dados previstos no Dispositivo Especial de Combate a Incêndios Rurais (DECIR) para este ano.

Do total dos operacionais envolvidos, o maior número pertence aos bombeiros (6.731), dos quais 2.589 são das Equipas de Intervenção Permanente, seguido do ICNF (2.398), da GNR (2.064) e da Força Especial de Proteção Civil (230).

No âmbito do DECIR está já em funcionamento a Rede Nacional de Postos de Vigia, composta por 230 postos de vigia para prevenir e detetar incêndios.

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