Segundo adianta um comunicado do Estado-Maior General das Forças Armadas (EMGFA), a juntar aos 66 militares da Marinha e do Exército já no terreno, juntam-se mais 30 a partir de quinta-feira, num total de 96 militares, distribuídos em 32 patrulhas (22 do Exército e da 10 Marinha), que vão reforçar as ações de vigilância terrestre e patrulhamento dissuasor nos 18 distritos do continente.

Entretanto, ainda a partir de hoje - indica o EMGFA - um helicóptero “Allouette III”, da Força Aérea Portuguesa, irá efetuar operações de reconhecimento e avaliação de incêndios rurais.

"Este reforço, que se prevê estender-se até ao próximo domingo, surge no seguimento do pedido da ANEPC ao EMGFA, com o objetivo de incrementar as ações de vigilância, dissuasão e sensibilização da população", esclarece a mesma nota.

Assim, os militares das Forças Armadas irão ser empenhados em operações de vigilância terrestre, mas, em caso de necessidade, poderão ser empenhados em ações de pós rescaldo ou de apoio geral às operações de proteção e socorro que possam vir a ser desencadeadas.

Estes militares - explica o EMGFA - somam-se ainda aos cerca de 125 que já se encontram nas mesmas funções em grande parte do território nacional. Ou seja, 105 militares no âmbito do Plano Faunos, em apoio ao Instituto de Conservação da Natureza e das Florestas, e 20 militares no âmbito de protocolos municipais.

O EMGFA, através dos seus oficiais de ligação aos Comandos Distritais de Operações de Socorro, mantém o acompanhamento, em permanência, do evoluir da situação operacional.

Face às condições climatéricas previstas até domingo, com altas temperaturas (algumas acima dos 40º), vento leste seco, com rajadas em certas zonas do país, humidade relativa muito baixa e "noites tropicais" (com temperaturas na casa dos 20º), 13 distritos do continente foram colocados em alerta vermelho e os restantes em alerta laranja.

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