"O número de novos casos de infeção por SARS-CoV-2/ COVID-19 por 100 000 habitantes, acumulado nos últimos 14 dias, foi de 70 novos casos, com tendência estável a crescente a nível nacional" pode ler-se em comunicado enviado pelo INSA, prevendo as autoridades de saúde que, "considerando o valor de Rt atual (média 5 dias), atingir-se-á a linha dos 120 casos por 100 000 habitantes em um a dois meses".

No relatório anterior, divulgado a 10 de abril, os dois organismos estimavam que o período de duplicação da incidência fosse de 86 dias, o que significava seria preciso “dois ou mais meses” para atingir essa barreira dos 120 casos.

O relatório indica ainda que "o índice de transmissibilidade, Rt, apresenta valores superiores a 1 a nível nacional (1,05) e nas várias regiões de saúde do continente, com exceção da região Lisboa e Vale do Tejo (0,96)".

No entanto, "ao nível nacional, observa-se uma redução do Rt, entre 8 e 11 de abril, de 1,08 para 1,01, sugerindo
um desacelerar do crescimento da incidência neste período de tempo", indica o documento.

No que diz respeito aos internamentos em cuidados intensivos, o número diário no continente tem sido de "tendência ligeiramente decrescente a estável, encontrando-se abaixo do valor crítico definido (245 camas ocupadas)".

“A nível nacional, a proporção de testes positivos para SARS-CoV-2 foi de 1,6%, valor que se mantém abaixo do objetivo definido de 4%”, indicam ainda a DGS e o INSA, ao avançar que se registou ainda um aumento do número de testes para deteção de SARS-CoV-2 realizados nos últimos sete dias com um total de 277.228.

“Nos últimos sete dias, todos os casos de infeção por SARS-CoV-2 foram isolados em menos de 24 horas após a notificação e foram rastreados e isolados 94,3% dos seus contactos”, asseguraram também as duas entidades.

O INSA disponibilizou também informação sobre as variantes que circulam no país, não se alterando em relação ao relatório anterior. "Dados de sequenciação genética relativos a março indicaram que a variante B.1.1.7 (associada ao Reino Unido) representava já 82.9% dos casos de infeção por SARS-CoV-2/ COVID-19 em Portugal (Continente e Regiões Autónomas). A frequência das variantes B.1.351 (associada à África do Sul) e da variante P.1 (associada a Manaus) eram respetivamente 2.5% e 0,4%", pode ler-se.

Numa "análise global dos indicadores", percebe-se que existe uma situação epidemiológica "com transmissão comunitária de moderada intensidade e reduzida pressão nos serviços de saúde", tendo sido ainda verificado "um ligeiro aumento da transmissão nas faixas etária mais jovens, nas quais o risco de evolução desfavorável da doença é menor".

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