Em comunicado enviado às redações, a Infraestruturas de Portugal revelou o seu balanço de 2020 quanto ao estado de conservação das "Obras de Arte" (termo que agrega estruturas como pontes, viadutos, túneis e passagens hidráulicas, entre outras) pertencentes à sua rede.

"Os resultados da campanha inspetiva de 2020 revelam que 90% das obras de arte a cargo da IP apresentam um estado de conservação que varia entre o Razoável e o Bom", indicando a empresa que "indicador tem vindo a verificar uma evolução favorável ao longo dos últimos anos".

Com um património de perto de 7.800 Obras de Arte ao seu encargo — dividido entre cerca de 5.800 (75%) pertencentes à rede rodoviária e 2.000 (25%) parte da rede ferroviária nacional — a IP indica que "realiza cerca de 4.000 ações inspetivas de rotina e detalhadas" a estas estruturas todos os anos fazendo uso de um "Sistema de Gestão de Obras de Arte".

Refere a empresa que para os resultados deste balanço contribuíram "o relevante investimento efetuado ao longo dos últimos anos, com a realização de inspeções a todas as estruturas e a atempada definição de uma estratégia de intervenções devidamente programadas".

O valor investido está cifrado em "cerca de 300 milhões de euros na reabilitação e manutenção das Obras de Arte" desde 2010, adiantando a IP que está previsto o investimento de mais "35 milhões de euros nesta atividade."

Este balanço é revelado pela IP na véspera de se assinalarem 20 anos do colapso da ponte de Entre-os-Rios (Ponte Hintze Ribeiro), ocorrida às 21:10 de 4 de Março de 2001, que provocou a morte de 59 pessoas que seguiam num autocarro e três automóveis.

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