Para os subscritores os apoios públicos são o pilar que ainda mantêm esta atividade.

Os cidadãos subscritores da iniciativa consideram que a tauromaquia é uma atividade cruel, defendendo que não pretendem contribuir de alguma forma para que esta existe.

“Enquanto contribuinte, venho subscrever a Iniciativa Legislativa de Cidadãos abaixo, que pede o fim dos subsídios e apoios públicos (diretos e/ou indiretos) a toda e qualquer atividade tauromáquica. Acredito que, enquanto esta prática ainda for legal, e sendo que, na verdade, cada vez reúne maior oposição, deve ser inteiramente subsidiada pela indústria que a quer manter”, lê-se no texto.

No projeto de lei da iniciativa dos cidadãos é pedido o fim da atribuição de apoios financeiros por parte de entidades públicas para a realização de atividades tauromáquicas, uma indústria que afirmam ter vindo a perder público ao longo da última década e “que tem, desde sempre, mas em especial nos últimos anos, reunido cada vez mais oposição por parte da opinião pública”.

Ainda segundo a iniciativa, já só existem nove países no mundo que mantém estas práticas e em todos eles já várias províncias, localidades e cidades se declararam simbolicamente contra a tauromaquia, não apoiando com dinheiros públicos nenhuma atividade similar.

Uma das principais reclamações dos cidadãos é o facto de o financiamento ser direcionado para uma atividade que não reúne consenso e que o sofrimento de animais não deve ser financiado por entidades públicas, entendendo-se como tal o Estado Central, as Autarquias Locais, as Empresas Públicas ou as Empresas Público Privadas.

A iniciativa surge no âmbito da Campanha "Enterrar Touradas", tendo a associação ANIMAL recolhido mais de 22.500 assinaturas pelo fim dos subsídios públicos à tauromaquia.

Além dos cidadãos, esta campanha tem também sido apoiada por diversas figuras das várias áreas da cultura em Portugal, participando em vídeos da associação e oferecendo a sua imagem a uma causa na qual acreditam.

"Esta absoluta indecência que é o apoio público a uma atividade cruel e decrépita tem que acabar. É cada vez mais óbvio que o grande pilar que ainda sustenta esta infeliz indústria é o dinheiro público, venha ele de onde vier, e, acreditamos, que fechando essa torneira, será o princípio de um grande efeito dominó", refere Rita Silva, Presidente da ANIMAL.

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