Numa mensagem publicada na rede social Facebook, o partido liderado por João Cotrim de Figueiredo considerou ainda que a medida carece de “uma base científica sólida” e que pode ter efeitos negativos não só a nível económico, mas mesmo no combate à propagação do novo coronavírus em Portugal.

“Esta medida irá levar a maiores concentrações durante certos períodos de tempo, empurrará as pessoas para locais fechados e continuará a arrasar economicamente vários setores já bastante afetados, como o comércio e a restauração”, refere a nota do partido, salientando que “o governo impõe medidas que agravam o estado de necessidade dos portugueses, diminuindo a sua capacidade de se protegerem a si próprios com responsabilidade individual”.

Segundo a IL, a estratégia do executivo socialista evidencia “efeitos dúbios na proteção face à pandemia”, mas “efeitos imediatos e evidentes na criação de pobreza e miséria”. Nesse sentido, o partido reforça que a política de combate à segunda vaga de covid-19 devia ter sido acautelada com o recurso ao setor privado e ao setor social.

“Toda a capacidade do sistema de saúde devia há muito ter sido negociada e reforçada para fazer face a esta crise”, continua a mensagem da IL, reiterando que o governo desperdiçou “oito meses em criar uma estratégia adequada”.

As críticas do partido estenderam-se igualmente aos restantes partidos da oposição que “viabilizaram o estado de emergência”, os quais acusou de votarem ao lado do executivo ou “escondendo-se atrás de uma abstenção comprometida, própria de quem não tem coragem de exigir responsabilidades ao Governo” na gestão da pandemia.

Portugal contabiliza pelo menos 2.896 mortos associados à covid-19 em 179.324 casos confirmados de infeção, segundo o último boletim da Direção-Geral da Saúde (DGS).

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