"Os oceanos são cientificamente muito importantes para a bioeconomia, por exemplo no desenvolvimento da investigação que leve a novos antibióticos, porque achamos que os próximos antibióticos virão do mar", exemplificou Carlos Moedas.

Em declarações à Lusa à margem da conferência que decorre hoje em Lisboa, durante a qual será assinada uma declaração conjunta sobre cooperação atlântica em matéria de investigação e de inovação, Carlos Moedas disse que a aposta no conhecimento marítimo levará à criação de "universidades flutuantes, que aproveitam os grandes navios de investigação na África do Sul para proporcionar aos jovens a obtenção de estágios e a possibilidade de trabalharem em laboratórios dentro desses navios".

O acordo entre a União Europeia, Brasil e África do Sul surge na sequência do que já existia entre a Europa, os Estados Unidos e o Canadá, disse Moedas, salientando ter conseguido "ao longo dos últimos dois anos e meio convencer os colegas e a Europa de que não devia haver esta divisão entre o norte e o sul, e devia ter também um acordo para o Atlântico Sul".

A assinatura do acordo é "um momento muito marcante para a Europa", disse o comissário, salientando que até 2020 há o objetivo de criar "cerca de 500 equipas de investigação para todas estas zonas do Atlântico, que terão 60 milhões da UE no ano que vem, permitindo criar uma dinâmica muito interessante para os oceanos".

Com este acordo, "a União Europeia vai reforçar ainda mais a sua cooperação em matéria de investigação e de inovação com os seus parceiros estratégicos do Brasil e da África do Sul, com vista a compreender melhor os ecossistemas marinhos e combater as alterações climáticas", lê-se num comunicado divulgado hoje em Bruxelas.

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