Intitulado “Terroristas disfarçados”, o relatório indica que o movimento radical palestiniano Hamas e a Frente Popular para a Libertação da Palestina (FPLP) — considerados terroristas por Israel, os Estados Unidos e a União Europeia — “infiltram” militantes ou ex-membros em organizações da sociedade civil.

A rede Coordenação Europeia de Comités e Associações pela Palestina (ECCP), que integra 42 organizações de 19 países europeus e está sediada na Bélgica, e a Campanha de Solidariedade com a Palestina (PSC), com sede no Reino Unido, são duas das ONG referidas no relatório por terem relações com “agentes” de organizações terroristas que, em alguns casos, são ou foram empregados.

“Os grupos terroristas veem o boicote como uma tática complementar aos ataques. Após mostrar mais de 100 vínculos entre grupos terroristas e organizações líderes da campanha BDS (Boicote, Desinvestimento e Sanções), insto todos os governos e instituições financeiras a investigarem as atividades destas”, declara o ministro dos Assuntos Estratégicos, Gilad Erdan, num comunicado.

Entre os exemplos é referida Leila Khaled, militante da FPLP e conhecida por participar no sequestro de um avião em 1969, como figura destacada do movimento BDS e membro até 2017 da direção da organização local Adameer, de defesa dos direitos dos presos palestinianos.

O Centro Palestiniano pelos Direitos Humanos, de Gaza, também é apontado como tendo “ligações terroristas”.

Israel considera “anti-israelita” e ilegítimo o movimento BDS, criado em 2005 e que defende a imposição de todo o tipo de sanções ao país até que termine a ocupação dos territórios palestinianos.

Em 2018, foi criada uma lista de duas dezenas de organizações internacionais cujos membros estão impedidos de entrar em Israel devido ao seu apoio ao BDS. A ECCP e a PSC fazem parte dessa lista.

O relatório considera que o boicote se tornou um caminho complementar para o terrorismo, que visa o mesmo objetivo de “eliminar o Estado de Israel”, e critica o facto de algumas das organizações receberem ou terem recebido fundos de países europeus e da União Europeia.

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