Conte apresentou a intenção de demissão num Conselho de Ministros convocado para as 09:00 locais (08:00 em Lisboa), dirigindo-se de seguida ao Palácio Quirinale, em Roma, onde este reunido meia hora com o presidente da República, Sergio Mattarella.

Mattarella iniciará uma ronda de consultas na quarta-feira à tarde, e continuará na quinta-feira, para analisar as diferentes soluções para a crise governativa a que se chegou após o abandono da coligação governamental por parte do partido Itália Viva, do ex-primeiro-ministro Matteo Renzi.

Conte foi forçado a renunciar ao cargo quando deixou de contar com o apoio necessário no Parlamento para algumas nomeações para o seu executivo, incluindo a do ministro da Justiça, Alfonso Bonafede, marcada para esta semana.

A intenção de Conte é conseguir que o chefe de Estado italiano proceda a uma nova nomeação para formação de Governo, a terceira em dois anos e meio, que permita ultrapassar a falta de apoio no Senado, após o abandono da coligação por parte do partido de Matteo Renzi.

O abandono da coligação por parte do Itália Viva levou à demissão das duas ministras desta formação governamental e deixou o primeiro-ministro sem a maioria no Senado.

Uma crise governamental poderá ainda dificultar a aprovação de um novo plano de ajudas públicas de vários milhares de milhões de euros para apoiar os setores mais afetados pelos confinamentos para travar a progressão do novo coronavírus.

Após semanas de críticas ao Governo de Giuseppe Conte, nomeadamente sobre a gestão da pandemia e o programa de estímulo para aplicar mais de 200 mil milhões de euros a disponibilizar pela União Europeia (UE) no quadro do relançamento económico e do combate à crise sanitária, Matteo Renzi abriu uma crise política.

Terceira economia da zona euro e o primeiro país europeu a ser atingido duramente pela epidemia, Itália enfrenta a sua pior recessão desde a Segunda Guerra Mundial.

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