De Seul a São Francisco, passando pela Cidade do México ou Atenas, as comemorações de Ano Novo foram mais uma vez limitadas ou canceladas.

Mas no Rio de Janeiro, que costuma reunir 3 milhões de pessoas na praia de Copacabana, a festa continua, tal como na Times Square de Nova Iorque, em que os eventos oficiais serão reduzidos, mas multidões são esperadas: será permitida a concentração de 15.000 pessoas  e com uso obrigatório de máscara.

Sydney, a maior cidade da Austrália e uma das primeiras a receber o ano novo, também decidiu manter os fogos de artifício que costumam iluminar seu porto icónico.

Ao contrário de 2020, o espetáculo pirotécnico reunirá dezenas de milhares depois da Austrália ter abandonado a sua estratégia de erradicação do vírus, procurando viver com ele.

Esta mudança ilustra a tendência de muitos governos que, perante a sucessão de ondas pandémicas, hesitaram em aplicar medidas rígidas como em 2020 por medo das consequências económicas e do cansaço social, evidenciado por pequenos, mas ruidosos, protestos contra as restrições em muitos países.

No entanto, perante uma onda de infeções sem paralelos causada pela contagiosa variante ómicron, muitos governos acabaram por instaurar restrições para este período festivo.

A Cidade do México, São Paulo e Banguecoque cancelaram as suas celebrações de Ano Novo, a Grécia proibiu música em bares e restaurantes, o Chipre proibiu a dança em lugares públicos e o Papa Francisco suspendeu a sua visita regular de passagem de ano à manjedoura na Praça de São Pedro, no Vaticano.

Em Espanha, os festejos da passagem de ano foram cancelados na maioria das regiões e nove em cada dez das cidades mais populosas do país não celebrarão as “campanadas”, as 12 badaladas da meia-noite tocadas pelos sinos das igrejas, que assinalam a chegada do novo ano, ao som das quais, segundo a tradição, os espanhóis formulam 12 desejos ao comerem 12 passas de uva, como em Portugal. Uma das exceções é Madrid, que, com uma abordagem menos restritiva, permitirá que 7.000 pessoas comam as uvas na Puerta del Sol.

Em França, onde um recorde de mais de 200.000 novos casos da doença em 24 horas foi anunciado na quarta-feira, as discotecas, encerradas desde 10 de dezembro, manter-se-ão de portas fechadas por mais três semanas

Para muitos - em Bombaim, Barcelona ou Montreal - a festa terá de terminar mais cedo devido ao recolhimento obrigatório imposto contra o vírus, em alguns casos antes da meia-noite.

Por outro lado, na África do Sul, onde a nova variante foi detectada no final de novembro, a presidência suspendeu o recolhimento obrigatório na véspera após considerar o pico de infeções por ómicron terminado.

As autoridades sanitárias apontaram que esta onda virulenta não resultou em aumento significativo de óbitos, reforçando a tese de que a variante causa menos risco de hospitalização do que as anteriores.

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