O sistema informático de suporte às receitas eletrónicas recomeçou a funcionar às seis horas da manhã de hoje, duas horas antes do previsto, pelo que as pessoas com receitas médicas nos telemóveis já as podem aviar nos moldes habituais.

“Os doentes com receitas médicas nos seus telemóveis ou em qualquer outro suporte já podem dirigir-se às farmácias normalmente”, refere a Associação Nacional de Farmácias (ANF) num comunicado, em que assinala “o civismo” mostrado pelos portugueses que concentraram a procura por farmácias durante a manhã de sábado, antes dos sistemas informáticos de suporte às receitas eletrónicas terem sido desligados.

"O civismo da população e o esforço das equipas das farmácias permitiram garantir o acesso aos medicamentos a todos os doentes urgentes durante o período de indisponibilidade do sistema", declarou Miguel Lança, diretor de Sistemas de Informação da ANF.

Os sistemas informáticos de suporte às receitas eletrónicas estiveram desligados entre as 14:00 horas de sábado e a previsão era de que apenas fossem retomados às 08:00 horas de hoje, o que levou a ANF a reforçar as equipas nas farmácias e a pedir aos utentes para tentarem aviar antes as receitas.

“A escolha do horário em que decorre a intervenção, foi a pensar na redução do eventual impacto na vida dos cidadãos e de acordo com os vários fusos horários dos técnicos especialistas internacionais envolvidos, remotamente, nesta intervenção”, justificaram os Serviços Partilhados do Ministério da Saúde (SPMS).

Os Serviços Partilhados do Ministério da Saúde adiantam que a intervenção em causa, de “elevada complexidade”, “decorreu com sucesso” e irá melhorar o desempenho e a acessibilidade dos sistemas e serviços digitais do Serviço Nacional de Saúde (SNS).

“De elevada complexidade, a intervenção na infraestrutura EXADATA, que suporta os vários sistemas e serviços digitais do Serviço Nacional de Saúde irá melhorar a 'performance', ampliando a acessibilidade, beneficiando todo o sistema informático e garantindo a sustentabilidade técnica ao SNS”, refere o comunicado.

A SPMS assinala ainda que a intervenção foi “programada atempadamente, com uma vasta equipa de técnicos especialistas, nacionais e internacionais, e envolvendo as várias instituições do SNS, as associações nacionais e ordens profissionais” e acrescenta que, apesar de os sistemas estarem “totalmente operacionais”, durante o dia de hoje será feito um conjunto de verificações e controlo.

A ANF voltou hoje a sublinhar que “só foi informada às 18:43 de sexta-feira do apagão do sistema” através de e-mail, tendo apelado para uma alteração de procedimentos por parte da empresa pública responsável pelo sistema, caso se volte a verificar uma situação semelhante.

No mesmo comunicado, Miguel Lança salientou, por isso, que "os Serviços Partilhados do Ministério da Saúde deverão planificar quaisquer intervenções que perturbem a dispensa de medicamentos em parceria com as farmácias e os médicos prescritores, assim como avisar atempadamente a população".

O investimento na atualização de 'hardware' representa cerca de 400 mil euros, trazendo, segundo o SPMS, “melhorias significativas de desempenho, segurança e resiliência” à plataforma.

Segundo dados avançados no comunicado, nesta infraestrutura são registadas cerca de seis milhões de receitas de medicamentos por mês, “o que se traduz em 33 milhões de embalagens dispensadas pelos utentes do SNS”.

O sistema assegura, ainda, a emissão mensal de 250 mil Certificados de Incapacidade Temporária e permite guardar e atualizar, diariamente, dados de 10 milhões de utentes do SNS.

(Notícia atualizada às 12:25)

 

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