Várias dezenas de palestinianos e cerca de cinquenta polícias israelitas envolveram-se numa breve mas intensa briga nas ruas da cidade velha, em Jerusalém Oriental, resultando em vidros partidos nas montras das lojas próximas, constatou um fotógrafo da agência France Presse.

Os polícias repeliram os manifestantes com bastões e cassetetes, fazendo com que estes fugissem para as ruas adjacentes.

Em Jerusalém e na Cisjordânia, até meio do dia, registaram-se poucos confrontos.

No entanto, em Hebron, Belém, Jericó e perto de Nablus, as forças israelitas dispararam balas de borracha e lançaram gás lacrimogéneo contra jovens palestinianos que os atingiram com pedras, reportaram jornalistas da AFP e várias testemunhas. Os jovens traziam a cara coberta.

Em Hebron, centenas de manifestantes escondidos em vários pontos da cidade lançaram pedras contra os soldados.

Hoje, sexta-feira, dia da principal oração da semana dos muçulmanos, esperam-se fortes confrontos na região. Vários movimentos islâmicos palestinianos apelaram a que hoje se cumprisse um dia "de raiva" por causa da decisão anunciada na quarta-feira pelo Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, de reconhecer Jerusalém como capital de Israel.

Os Estados Unidos transformaram-se assim no único país do mundo a reconhecer Jerusalém como capital de Israel.

A comunidade internacional nunca reconheceu Jerusalém como capital de Israel, nem a anexação da parte oriental da cidade, conquistada em 1967.

Israel considera a Cidade Santa a sua capital “eterna e reunificada”, mas os palestinianos defendem pelo contrário que Jerusalém-leste deve ser a capital do Estado palestiniano ao qual aspiram, num dos principais diferendos que opõem as duas partes em conflito.

A diplomacia mundial, com exceção de Israel, mostrou-se contra, ou condenou mesmo, a decisão.

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