João Leão começou por culpar o PSD pelo facto de o governo não poder cumprir compromissos, devido à anulação da transferência de 476 milhões de euros do Fundo de Resolução para o Novo Banco.

O ministro afirmou que estão a estudar as possibilidades e que ainda não colocaram nenhum pedido ao Tribunal Constitucional, admitindo que essa é uma alternativa. Outra hipótese, disse, pode ser "rever o orçamento".

João Leão disse que "não inscrever uma verba [no orçamento] é como passar um cheque careca e não cumprir um contrato".

"Temos de ser muito exigentes com a gestão desses dinheiros", acrescentou, dizendo que se tem de fazer a avaliação da auditoria ao Novo Banco com cuidado.

O ministro disse que o défice estará abaixo dos 5% e que o "Orçamento é muito bom para dar resposta à pandemia", uma declaração em linha com a do primeiro-ministro. "Prevemos que, sendo um ano de recuperação e crescimento, o emprego suba gradualmente".

Questionado sobre se o governo prevê um orçamento retificativo, o ministro com a pasta das finanças respondeu que não, mas reconhece que o orçamento ontem aprovado foi "preparado num contexto de grande incerteza", concluiu.

Esta quinta-feira, após a aprovação do Orçamento de Estado para 2021, o ministro de Estado e das Finanças, João Leão, disse estar "muito preocupado" com a decisão em relação ao Novo Banco.

O presidente executivo do Novo Banco, António Ramalho, considerou hoje que a anulação, pelo parlamento, da transferência de 476 milhões de euros do Fundo de Resolução para o banco foi um "percalço".

O presidente da instituição bancária recordou que "o que o parlamento decidiu foi, de alguma forma, o congelamento da transferência devida ao Novo Banco, se for devida".

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