Num sucinto comunicado, o Ministério da Justiça indicou que a acusação será lida pela juíza Rivka Friedman-Feldman do tribunal de Jerusalém na presença de Netanyahu na tarde de 17 de março.

O anúncio da data ocorre quando o primeiro-ministro israelita, 70 anos, conduz a sua campanha para as eleições legislativas de 2 de março, as terceiras em menos de um ano em Israel, após escrutínios em abril e setembro que deixaram o seu partido, o Likud, próximo da coligação Azul e Branco, do seu rival Benny Gantz.

Este último recusou em setembro participar num governo de união dirigido por Netanyahu, considerando que este deveria primeiro resolver as suas questões com a justiça.

O primeiro-ministro foi no outono acusado pelo procurador-geral Avichai Mandelblit de suborno, fraude e abuso de confiança em três casos diferentes de corrupção.

Netanyahu terá aceitado presentes generosos de amigos bilionários e trocado favores por uma cobertura mais positiva em meios de comunicação social.

A lei israelita prevê que qualquer ministro acusado se demita, mas abre uma exceção para o primeiro-ministro. Podendo manter-se em funções, Benjamin Netanyahu não goza, no entanto, de qualquer imunidade face à justiça.

A 28 de janeiro, Netanyahu retirou o seu pedido de imunidade ao parlamento perante a forte possibilidade de não ser aprovado.

O início do julgamento ocorrerá previsivelmente durante o processo de formação do novo executivo israelita e a procuradoria e o Supremo Tribunal terão de pronunciar-se sobre se, caso seja eleito, Netanyahu poderá liderar a criação de um novo governo.

Netanyahu é o primeiro-ministro há mais tempo em funções na história de Israel.

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