“Vou descontinuar a investigação preliminar”, disse esta terça-feira a procuradora sueca Eva-Marie Persson, citada pela Reuters. A decisão foi tomada depois de ter sido feita uma revisão das provas em causa no processo de alegada violação.

"Depois de uma análise exaustiva daquilo que surgiu durante a investigação preliminar, a minha avaliação é de que as provas não são suficientemente fortes para formalizar uma acusação”, disse Persson em conferência de imprensa.

Julian Assange negou sempre as alegações de violação de que tem sido alvo desde 2010.

Além destas acusações de violação na Suécia, Assange, cidadão australiano de 48 anos, é acusado pelos EUA de ter divulgado milhares de documentos secretos no seu portal WikiLeaks, e de “conspiração” para se infiltrar nos sistemas informáticos governamentais.

O ativista esteve refugiado durante sete anos, desde 2012, na embaixada do Equador em Londres, devido aos receios de ser extraditado para os EUA.

No início de abril deste ano foi detido pela polícia britânica, estando no estabelecimento prisional de Belmarsh, a oeste de Londres, a aguardar o julgamento, agendado para fevereiro, que decidirá a sua eventual extradição para os Estados Unidos.

Em junho deste ano um tribunal sueco tinha decidido não pedir a detenção do fundador do WikiLeaks. A decisão, na altura, não significava o abandono da investigação na Suécia, mas que Assange não seria extraditado e poderia ser interrogado no Reino Unido.

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