Numa carta endereçada ao primeiro-ministro, António Costa, os jovens do CDS-PP propõem a “preparação de quartéis e outro tipo de infraestruturas estatais semelhantes para alojamento de pacientes requerendo cuidados ligeiros, de forma a suprir eventual défice de camas disponíveis em hospitais”.

Outra das oito propostas da JP é o estudo, em conjunto com as cadeias hoteleiras, da “possibilidade de converter hotéis em hospitais temporários, à semelhança do que já é praticado noutros países, onde o setor hoteleiro tem oferecido o seu apoio na mitigação da falta de recursos dos sistemas de saúde para enfrentar uma epidemia”.

A par do “encerramento imediato de espaços de usufruto público de lazer, como são o exemplo de lojas, restaurantes, bares e discotecas”, aquela estrutura pede igualmente que, “durante o período de emergência, as empresas sejam isentadas do “pagamento de impostos municipais”, uma medida que pretende atenuar “o enorme impacto económico sentido pelas empresas”.

A nível de impostos, os jovens centristas propõem também a isenção de pagamento de TSU, Fundo de Compensação do Trabalho, IVA e IRC durante o tempo em que estiver ativo o plano de contingência, e do Pagamento por Conta em 2020, “como forma de atenuação do impacto económico profundo sentido pelas empresas e os trabalhadores independentes durante este período de emergência”.

Pensando nos estudantes ao abrigo de intercâmbios, a JP pede ao Governo que apoie os “estudantes Erasmus, quer aqueles que estudam em Portugal, como os portugueses que estudam no estrangeiro”.

“O Ministério dos Negócios Estrangeiros deve providenciar todos os recursos para que nada falte aos estudantes, criando uma linha de apoio que prontamente possa resolver situações extremas de quem se encontra fora do país”, salienta.

A JP insta ainda à “criação de um grupo de coordenação das unidades de saúde, unindo setor público e privado sob uma resposta conjunta dos recursos disponíveis que garanta a eficiência e eficácia dos recursos disponíveis, de acordo com o grau de necessidade de resposta”.

“Segundo a orientação médica disponível, pela sua especial fragilidade no caso de contração do vírus, recomendar que pessoas com um quadro clínico de doenças respiratórias graves ou com deficiências imunitárias se coloquem em regime de quarentena” preventiva, vinca a carta.

Numa nota que acompanha a carta, a JP saúda “as decisões tomadas em sede de Conselho de Ministros”, mas considera “que mais medidas serão necessárias”, argumentando que “tempos extraordinários requerem respostas extraordinárias”, e falando “num momento de máximo alerta nacional”.

“ A Juventude Popular saúda e junta-se ao CDS nas propostas de medidas de combate à pandemia já apresentadas ao Governo, reforçando a necessidade de cooperação com o Governo de Portugal e a responsabilidade exigente a todos os agentes políticos”, acrescenta.

O número de casos confirmados em Portugal de infeção pelo novo coronavírus, que causa a doença Covid-19, subiu hoje para 169, mais 57 do que os contabilizados na sexta-feira, e os casos suspeitos são agora 1.704.

A doença Covid-19, provocada pelo novo coronavírus, foi classificada como pandemia pela Organização Mundial de Saúde (OMS) na quarta-feira.

Em todo o mundo já foram infetadas mais de 143.000 pessoas e morreram mais de 5.500.

Em Portugal, o Governo decretou na quinta-feira o estado de alerta, colocando os meios de proteção civil e as forças e serviços de segurança em prontidão.

Foram igualmente suspensas, a partir de segunda-feira, as atividades letivas e restringido o funcionamento de discotecas e similares e suspensas as visitas a lares em todo o território nacional.

O Governo decidiu igualmente proibir o desembarque de passageiros de navios de cruzeiro, exceto dos residentes em Portugal, e limitar a frequência nos centros comerciais e supermercados para assegurar possibilidade de manter distância de segurança entre as pessoas.

Já tinham sido tomadas outras medidas em Portugal para conter a pandemia, como a suspensão das ligações aéreas com a Itália.

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