“Putin tem estado e continua aberto a contactos”, disse o porta-voz do Presidencial russo, Dmitry Peskov, citado pela agência de notícias espanhola EFE, acrescentando que até ao momento, não foram agendadas quaisquer conversações com Scholz.

A última conversa entre os dois líderes ocorreu há quase dois meses, a 02 de dezembro de 2022, numa conversa telefónica que durou cerca de uma hora, tempo que terá servido para Scholz pedir a Putin uma solução diplomática para a situação na Ucrânia e que retirasse as tropas daquele país, informou Berlim na ocasião.

Já Moscovo relatou que Putin chamou a atenção de Scholz para a política “destrutiva” do Ocidente, por estar a “armar” a Ucrânia e a treinar os seus militares, fazendo com que Kiev desistisse da ideia de negociar com Moscovo.

Numa entrevista publicada hoje num jornal alemão, o chanceler disse que continuaria a manter abertas as linhas de comunicação com o Presidente russo, defendendo a necessidade de manter o diálogo, apesar de reconhecer o pouco sucesso das conversações com o líder russo.

Apesar de não terem sido num “tom indelicado”, Scholz disse que mostravam a intenção “inaceitável” de Putin de incorporar à força partes da Ucrânia na Rússia.

Na entrevista, Scholz disse que essas conversas serviam também para discutir questões específicas, tais como a exportação de cereais ucranianos ou a segurança da central nuclear de Zaporijia.

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