"Neste momento dominamos toda a fase da técnica e não precisamos de recorrer a nenhuma outra instituição, seja ele o [Instituto] Ricardo Jorge ou outro, para fazer os testes covid aos nossos utentes", disse à Lusa o presidente do Conselho de Administração do CHMT.

Segundo Carlos Andrade Costa, "além da enorme diferenciação técnica" que confere ao CHMT, "porque poucos hospitais são autossuficientes nesta matéria, permite encurtar extremamente os tempos de resposta entre o momento em que se faz o teste e o momento em que se tem a resposta" nos hospitais do Médio Tejo, no distrito de Santarém.

O responsável do CHMP adiantou que, "neste momento, os tempos de resposta, desde o momento da colheita no doente até à comunicação do resultado, são de quatro a cinco horas, no máximo", sendo dos "poucos hospitais que dominam completamente a técnica".

O CHMT realizou um investimento na ordem dos 300 mil euros para autonomizar o Laboratório de Patologia Clínica, no Hospital de Tomar, e reforçou a equipa profissional no respetivo serviço, estando agora também disponível para acolher solicitações de outras unidades hospitalares do país, a par de contributos técnicos para o Serviço Nacional de Saúde (SNS).

"Somos dos poucos hospitais que dominam completamente a técnica, um facto muito importante, e, sendo assim, o próprio Ministério da Saúde pediu que o centro hospitalar, através do Laboratório de Patologia Clínica, integre uma unidade de missão para desenhar a estratégia de desenvolvimento dos laboratórios de patologia clínica do SNS para se capacitarem cada vez mais neste tipo de resposta à população", afirmou Carlos Andrade Costa.

O Serviço de Patologia do Centro Hospitalar do Médio Tejo deu hoje conta de ter realizado neste período de pandemia pelo novo coronavírus, Sars-Cov 2 "cerca de 7.500 testes à Covid - 19", registo apresentado pelo diretor do Serviço de Patologia, Carlos Cortes, durante uma visita ao laboratório da presidente da Câmara Municipal de Tomar, Anabela Freitas, acompanhada pelos elementos do Conselho de Administração do CHMT.

O diretor do Serviço de Patologia, Carlos Cortes, deu conta de que "o laboratório está altamente diferenciado" e que o CHMT dá resposta aos testes covid-19 "de duas formas, uma através da biologia molecular clássica, que é a mesma que se faz, por exemplo, no Instituto Ricardo Jorge, mas também através da biologia molecular mais rápida, que são os chamados testes rápidos".

No âmbito da resposta que foi necessária dar à pandemia de covid-19, o Serviço de Patologia “foi reorganizado, quer com a implementação de novos circuitos, quer através do aumento de recursos humanos", contando neste momento com cerca de 70 profissionais.

A presidente da Câmara Municipal de Tomar, Anabela Freitas, disse, por sua vez, que "o CHMT preparou-se em tempo para esta pandemia".

"Desde janeiro começou a preparar e a reorganizar serviços e circuitos para aquilo que nenhum de nós sabia o que viria", afirmou Anabela Freitas, adiantando que a unidade hospitalar "aproveitou esta situação excecional para se preparar também para o futuro, através de equipamentos de excelência e de equipas altamente diferenciadas".

Constituído pelas unidades hospitalares de Abrantes, Tomar e Torres Novas, separadas geograficamente entre si por cerca de 30 quilómetros, o CHMT funciona em regime de complementaridade de valências, abrangendo uma população na ordem dos 260 mil habitantes de 11 concelhos do Médio Tejo, no distrito de Santarém, Vila de Rei, de Castelo Branco, e ainda dos municípios de Gavião e Ponte de Sor, ambos de Portalegre.

Em Portugal, morreram 1.369 pessoas das 31.596 confirmadas como infetadas, e há 18.637 casos recuperados, de acordo com a Direção-Geral da Saúde.

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