“Israel recuperou a iniciativa e restaurou a sua capacidade de dissuasão. Todos os nossos objetivos foram cumpridos. Todo o alto comando militar da Jihad Islâmica em Gaza foi atacado com êxito em três dias. A força e o engenho do exército israelita impuseram um golpe devastador ao inimigo”, assegurou Lapid numa declaração transmitida pela televisão.

Numa reação a estes ataques, deputados da lista conjunta árabe-israelita acusaram o primeiro-ministro israelita de ter desencadeado esta mais recente ofensiva militar na Faixa de Gaza para ganhar votos nas próximas eleições legislativas, previstas para 01 de novembro.

Esta ofensiva “foi feita à custa de sangue palestiniano” num contexto em que a sociedade israelita “perdeu a sua humanidade” por apoiar o ataque, referiu o deputado árabe-israelita Sami Abu Shehade, em declaração ao diário The Times of Israel.

“As últimas sondagens penalizaram Lapid e [o ministro da Defesa, Benny] Gantz, pelo que “tentam manter-se no poder à custa de sangue palestiniano”, prosseguiu.

Antes, e numa entrevista à televisão pública israelita Kan, Abu Shehade tinha qualificado de “crime de guerra” a designada Operação Amanhecer, que de sexta-feira a domingo provocou a morte de pelo menos 44 palestinianos, incluindo 15 crianças, e deixou cerca de 350 civis feridos. Não foram anunciadas baixas do lado israelita.

Israel promoveu na sexta-feira uma “operação preventiva” contra a Jihad Islâmica, ao considerar existir um “risco iminente” de um ataque deste grupo contra a população civil israelita, em represália pela detenção dias antes do líder do movimento na Cisjordânia, Basam al Sadi.

Após dias e semanas de tensão, Israel bombardeou na sexta-feira um edifício residencial onde se encontrava Taysir al Ybari, comandante no norte de Gaza das Brigadas Al-Quds, braço armado da Jihad Islâmica, matando este dirigente e mais 15 pessoas.

No sábado, no decurso de constantes bombardeamentos aéreos sobre o enclave, o exército do Estado judaico matou o comandante do sul de Gaza, Khaled Mansour, e eliminou a liderança militar do grupo que Israel considera um aliado do Irão e atua na fronteira com o seu território.

Lapid insistiu que Israel mantém uma “política de tolerância zero com o terrorismo”, e à margem da ofensiva em Gaza também foram detidos na Cisjordânia ocupada dezenas de suspeitos de pertencerem à Jihad Islâmica.

Ainda hoje, pela madrugada, o exército israelita destruiu na Cisjordânia duas casas de familiares de dois jovens palestinianos acusados de envolvimento em ataque contra civis.

“Quem tentar provocar-nos danos, pagará com a sua vida”, asseverou Lapid, que também agradeceu ao Egito pelo seu “papel ativo” como mediador no cessar-fogo, firmado a noite de domingo, esforços em que também estiveram envolvidos o Qatar e a ONU.

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