De acordo com fonte oficial do CDS-PP, 113 conselheiros nacionais votaram a favor (91,13%), seis votaram contra (4,84%) e cinco abstiveram-se (4,03%).

A proposta de critérios de designação de candidatos às eleições legislativas, apresentada pela direção de Francisco Rodrigues dos Santos, refere que “a escolha dos candidatos deve recair sobre personalidades de reconhecido mérito e idoneidade, com ligação ao círculo pelo qual se candidatam, e que não se encontrem em situação de incompatibilidade, impedimento ou de inelegibilidade”.

“A designação dos candidatos deve obedecer aos princípios da renovação e da abertura à sociedade, e respeitar as regras da paridade”, refere também a proposta.

O documento, ao qual a Lusa teve acesso, indica também que compete à Comissão Executiva (órgão mais restrito da direção), “ouvidas as distritais, propor os candidatos na primeira posição pelos 18 círculos eleitorais do continente, na segunda, terceira e quarta posições pelo círculo de Lisboa e na segunda e terceira posições pelo círculo do Porto”.

Os restantes candidatos serão propostos e ordenados pelas distritais do partido.

Em 2019, a direção de Assunção Cristas também escolheu os cabeças de lista aos 18 distritos e os primeiros candidatos em Lisboa (cinco) e no Porto (três).

Já os candidatos dos círculos eleitorais da Madeira e Açores serão escolhidos pelos respetivos órgãos regionais, à semelhança do que aconteceu há dois anos.

Outra semelhança é que a proposta da Comissão Executiva deverá incluir também um candidato da Juventude Popular. Em 2019, o atual presidente do partido, Francisco Rodrigues dos Santos, então líder da estrutura que representa os jovens do CDS, foi segundo na lista pelo Porto.

A direção vai indicar ainda os candidatos pelos círculos da Europa e Fora de Europa.

Uma vez escolhidos os candidatos, caberá ao Conselho Nacional – órgão máximo do partido entre congressos - aprovar as listas de candidatos a deputados.

Os conselheiros aprovaram também uma coligação com o PSD no círculo eleitoral da Madeira, por proposta dos órgãos regionais.

O Conselho Nacional extraordinário e convocado com caráter de urgência começou na sexta-feira à noite, pelas 21:00, e terminou já de madrugada.

Os conselheiros estiveram reunidos por videoconferência e, além de aprovarem os critérios para a escolha dos candidatos a deputados e a coligação pré-eleitoral com o PSD na Madeira, discutiram ainda as linhas do programa eleitoral que o partido vai apresentar às eleições legislativas.

Em declarações aos jornalistas antes do arranque da reunião, o líder centrista, Francisco Rodrigues dos Santos, indicou que o CDS está a preparar um compromisso eleitoral com “15 medidas-chave” de “rutura com o socialismo”.

O eurodeputado Nuno Melo, que ia disputar a liderança do CDS com o atual presidente e recandidato, não participou na reunião e apelou aos conselheiros que fizessem o mesmo.

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