“Do ponto de vista do posicionamento de cada um, as coisas também vão ficando relativamente mais claras. O PS quis ir para eleições e agora parece querer confinar-se no pior da sua tradição: ou tem uma maioria absoluta ou a única solução serão entendimentos com o PSD”, sustentou João Oliveira, durante um comício em Loures, no distrito de Lisboa.

Deputado à Assembleia da República desde 2005, João Oliveira admitiu que o partido de António Costa tem “o direito de querer clarificar o seu posicionamento e tem o direito de querer escolher esse caminho”, mas aquilo que a população pode escolher “poder ser uma coisa muito diferente”.

João Oliveira acrescentou que o voto na CDU “é o único que garante” que no dia 31 de janeiro não haverá “um Governo do PSD e dos outros primos da direita” ou executivo de entendimento entre socialistas e sociais-democratas.

O cabeça de lista da CDU pelo círculo eleitoral de Évora estava acompanhado pelos ‘números dois e três’ por Lisboa, Alma Rivera e Duarte Alves, e vários dirigentes comunistas como, por exemplo, Ricardo Costa e Bernardino Soares.

Nas legislativas de 2019, a CDU obteve 332.473 votos, ou seja, 6,33% do total de votantes (5.251.064) e elegeu 12 deputados (dez do PCP e dois do PEV).

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